Análise: Governo se reorganiza com a crise do STF
20/09/26
Se teve um efeito concreto da crise do STF (Supremo Tribunal Federal) na campanha, foi a reorganização da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ela ocorre em três frentes.
Na primeira, se aproveita da bem-sucedida estratégia dos seus aliados na Corte de abrir o conteúdo do celular de Daniel Vorcaro e expor a relação do banqueiro com outras autoridades, como Kassio Nunes Marques, alvejado por suspeitas que, se comprovadas, são graves demais para quem ocupa uma cadeira no Supremo.

Na segunda, promove uma campanha de descredibilização de André Mendonça que, segundo pesquisas, tem impactado a percepção do eleitor sobre o ministro e sua atuação no caso Master.
E na terceira, usa a máquina do Estado para inaugurar um pacote de bondades eleitorais e contar com a ajuda dos aliados no Supremo para validá-la.
É impossível hoje arriscar quem vai ganhar, mas a anunciada queda de Lula no abismo junto com Alexandre de Moraes, até agora, não aconteceu. Ao contrário, o governo aproveitou a crise para se reorganizar na disputa.
