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ANA debate governança de reservatórios em workshop do MME

13/03/26

ANA debate governança de reservatórios em workshop do MME

gov.br

AAgência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) participou, nesta quarta-feira (11/3), do workshop online “Fortalecimento da Governança da Gestão Integrada dos Reservatórios do Setor Elétrico – Instrumentos e Estratégias para Melhorar o Atendimento a Usos Múltiplos em Situações Excepcionais”, promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A iniciativa integra o Plano de Recuperação dos Reservatórios de Regularização do País (PRR) e reuniu representantes institucionais dos setores de energia e de recursos hídricos para discutir mecanismos capazes de aprimorar o atendimento aos usos múltiplos da água em cenários de escassez ou cheias.

A Agência foi representada por Alan Vaz Lopes, superintendente adjunto de Operações e Eventos Críticos, e Joaquim Gondim, superintendente de Operações e Eventos Críticos. Alan participou do Painel Técnico 1, que debateu alternativas de instrumentos de gestão e estratégias para mitigação de impactos aos usos múltiplos dos reservatórios durante situações excepcionais. Já Joaquim integrou o Painel Técnico 2, dedicado ao papel da comunicação na integração entre a gestão de recursos hídricos e a gestão eletroenergética em situações excepcionais.

Durante sua participação, Alan ressaltou que os impactos das crises hídricas tendem a se intensificar diante das mudanças climáticas, o que exige preparação institucional e mecanismos capazes de reduzir perdas e conflitos entre os diferentes usuários da água. “Hoje, quando ocorre uma crise hídrica ou hidroenergética, há impactos sobre os diversos usos da água. Com o processo de aquecimento global e com as mudanças climáticas, o que estamos vendo é que novas crises virão, e elas virão de maneira mais intensa”, apontou.

Ao tratar dos critérios para a criação de mecanismos de mitigação e compensação durante crises hídricas, o superintendente destacou que as soluções precisam considerar as especificidades de cada setor que depende dos reservatórios. “Primeira coisa: esse mecanismo precisa ser específico para cada setor usuário. Quando a gente for falar tanto de mitigação quanto de compensação, se você for falar de navegação, por exemplo, existe uma especificidade do setor. Então é por aí que a gente precisa caminhar: entender melhor cada setor e qual é o impacto que cada um sofre”, explicou.

Comunicação como ferramenta de integração

No segundo painel, Joaquim Gondim destacou o papel da comunicação na tradução da complexidade técnica da gestão de reservatórios para a sociedade e para os usuários das bacias hidrográficas.

Segundo Joaquim, o desafio primordial reside em traduzir crises sistêmicas — como crises hidroenergéticas ou eletroenergéticas — para a realidade individual de quem vive à margem de um rio, muitas vezes distante dos reservatórios que ditam o sistema. Em suma, trata-se de converter o planejamento integrado em uma comunicação sensível às particularidades locais.

Segundo ele, a atuação institucional também envolve democratizar o acesso a informações técnicas. “Em situações assim, torna-se indispensável um interlocutor capaz de traduzir a complexidade do setor para uma linguagem acessível a todos. “E esse é o papel da ANA”, apontou.

Joaquim também destacou o Monitor de Secas, ferramenta da ANA que acompanha a estiagem no país. Para o superintendente, caso o Monitor ficasse restrito ao sítio eletrônico da Agência, apenas especialistas o consultariam. O diferencial da ANA é a articulação com veículos de grande alcance, que replicam os dados imediatamente. Assim, uma informação técnica que antes chegaria a poucos, passa a ser acessível a milhões de pessoas, explica.

A programação do workshop contou ainda com um painel de abertura dedicado à contextualização e às etapas de desenvolvimento da ação voltada ao fortalecimento da governança da gestão integrada dos reservatórios no âmbito do PRR. O encontro reuniu representantes de instituições como o Ministério de Minas e Energia (MME), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), comitês de bacias hidrográficas e especialistas do setor, com o objetivo de discutir instrumentos e estratégias capazes de aprimorar a gestão dos reservatórios em situações excepcionais e fortalecer a integração entre políticas públicas de energia e de recursos hídricos.

Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)  
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)  
(61) 2109-5129/5495/5103  

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