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Capitais do Norte e Nordeste lideram piores índices de saneamento básico em 2025

21/07/25

Capitais do Norte e Nordeste lideram piores índices de saneamento básico em 2025

Reprodução | Freepik | Imagem ilustrativa

Um estudo do Instituto Trata Brasil (ITB), em parceria com GO Associados, revelou que oito das 20 cidades com pior desempenho em saneamento básico em 2025 são capitais do Norte e Nordeste: Recife, Maceió, Manaus, São Luís, Belém, Rio Branco, Macapá e Porto Velho. A 17ª edição do Ranking do Saneamento analisou os 100 municípios mais populosos do Brasil e destacou que as maiores dificuldades estão concentradas nessas regiões, especialmente no que tange à coleta e tratamento de esgoto.

A macrorregião Norte foi a mais afetada, apresentando baixos índices em várias capitais. Porto Velho, Macapá e Rio Branco registraram indicadores significativamente inferiores à média nacional, tanto na coleta quanto no tratamento do esgoto, além de cobertura limitada no abastecimento de água. Por exemplo, Porto Velho coleta apenas 9,27% do esgoto e trata 12,18%, enquanto Macapá apresenta 7,78% na coleta e trata 14,42%. Já Rio Branco tem apenas 53,13% de cobertura no abastecimento de água, bem abaixo da média nacional de 94,11%.

O estudo ainda aponta que, das 27 capitais brasileiras, apenas cinco alcançam tratamento de ao menos 80% do esgoto gerado, entre elas Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro. Em contraste, várias capitais do Norte e Nordeste apresentam índices inferiores a 20%, o que evidencia a precariedade dos serviços. Em relação ao abastecimento de água, apenas sete capitais atingiram cobertura igual ou superior a 99%, enquanto cidades como Macapá e Porto Velho registram níveis próximos ou abaixo de 40%.

Entre 2019 e junho de 2023, os investimentos em saneamento básico nas capitais totalizaram R$ 30,5 bilhões, com São Paulo concentrando 40% desse montante. A média anual por habitante foi de R$ 130,05, abaixo do patamar estipulado pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil, destaca que o avanço depende de planejamento de longo prazo e políticas públicas estáveis, algo que falta em muitas capitais do Norte e Nordeste, impactando diretamente seus indicadores de saneamento.

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