top of page

Cidade constrói a MAIOR obra de saneamento do Sul: R$ 300 milhões, tanques de 8 mil m³, energia limpa via biogás e tecnologia que transforma esgoto em água pura com inteligência automatizada 24h por dia

16/01/26

Cidade constrói a MAIOR obra de saneamento do Sul: R$ 300 milhões, tanques de 8 mil m³, energia limpa via biogás e tecnologia que transforma esgoto em água pura com inteligência automatizada 24h por dia

Click Petróleo e Gás

Investimento bilionário em saneamento avança em Curitiba com ampliação de estação estratégica, aumento de capacidade, uso de biogás e automação contínua, beneficiando mais de um milhão de pessoas e reforçando metas ambientais e energéticas do Paraná.

A ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Atuba Sul, na região de Curitiba, entrou na fase final com um investimento divulgado como superior a R$ 300 milhões e a promessa de elevar em cerca de 40% a capacidade de tratamento, com impacto direto para mais de 1 milhão de moradores da capital e da Região Metropolitana.

A obra inclui modernização do processo, aproveitamento de biogás e automação para manter a operação em funcionamento contínuo.

Instalada em área estratégica para receber o esgoto da região Leste de Curitiba e de municípios próximos, a ETE Atuba Sul segue operando enquanto novos módulos são incorporados ao sistema.

Segundo informações divulgadas pelo Governo do Paraná, a estação trata hoje cerca de 1.500 litros por segundo e, ao fim da ampliação, terá condições de chegar a 2.100 litros por segundo.

Estação Atuba Sul e crescimento urbano da Grande Curitiba

A ETE Atuba Sul atende um corredor populacional que cresceu com a expansão urbana de Curitiba e da Grande Curitiba nas últimas décadas.

Com mais imóveis conectados à rede e maior volume encaminhado ao sistema integrado de esgotamento sanitário, a necessidade de reforçar a capacidade de tratamento passou a integrar a agenda de investimentos da Companhia de Saneamento do Paraná dentro do programa estadual voltado à melhoria do esgoto tratado.

Na comunicação institucional mais recente, o Estado descreve a ampliação como uma das principais intervenções em andamento na área de saneamento, tanto pelo porte financeiro quanto pelo efeito esperado sobre a qualidade do efluente devolvido ao Rio Atuba.

Além do aumento de vazão, a meta anunciada é adequar a estação a padrões ambientais mais exigentes e reduzir a carga orgânica remanescente após o tratamento.

Capacidade de tratamento e vazão projetada

Embora a operação atual seja apresentada como em torno de 1.500 litros por segundo, documentos e comunicações públicas do próprio sistema de licitações da Sanepar indicam que o pacote de ampliação foi estruturado para elevar a planta a 1.960 litros por segundo, com referência a 170 mil m³ por dia, e ampliar o desempenho do conjunto até a faixa de 2.100 litros por segundo.

Em outra comunicação institucional, o investimento aparece associado ao salto de 1.680 para 2.100 litros por segundo, cifra tratada como a vazão média do sistema após a conclusão.

A variação entre os números reflete o modo como cada peça pública descreve a capacidade instalada, a vazão média e o patamar máximo projetado, sem que o conjunto de publicações detalhe, no mesmo texto, a metodologia de cada indicador.

Qualidade da água tratada e redução da DBO
Um dos pontos destacados pelo Governo do Paraná é o objetivo de melhorar o desempenho do efluente final, isto é, a água já tratada que retorna ao meio ambiente.

No material institucional, a referência central é a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), indicador usado para medir a carga orgânica remanescente.

O diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky, afirmou em divulgação do Estado que, hoje, a água tratada sai com 70 miligramas de DBO e que a meta é chegar a 25 miligramas.

“Isso significa ter uma água ainda mais pura e limpa, que é devolvida ao Rio Atuba com uma qualidade melhor do que a do próprio rio”, disse.

A mesma comunicação também atribui à diretora de Investimentos da Sanepar, Leura Lucia Conte de Oliveira, a avaliação de que etapas importantes já foram concluídas e que unidades começaram a entrar em operação.

“Diversas unidades já estão em operação, melhorando a performance do efluente final que lançamos no rio”, afirmou ela ao comentar o avanço do projeto.

Biogás, energia limpa e reaproveitamento de resíduos
Além do tratamento do esgoto em si, a ETE Atuba Sul virou referência por iniciativas voltadas ao aproveitamento energético do que antes era apenas resíduo.

O sistema de licitações da Sanepar descreve, no escopo da obra, a implantação de estrutura de captação e aproveitamento de biogás, reforçando o componente de cogeração associado ao tratamento anaeróbio.

Em paralelo, a companhia também destaca a operação de uma planta de secagem térmica do lodo na própria ETE Atuba Sul, premiada nacionalmente no setor de biogás.

De acordo com a Sanepar, o processo usa fontes renováveis para gerar calor, incluindo biomassa, o lodo seco produzido no próprio sistema e o biogás gerado no tratamento do esgoto.

A empresa descreve que o lodo adensado passa por centrífuga e, depois, por um secador rotativo, com a secagem elevando o teor de sólidos totais para cerca de 80%.

Na prática, a combinação entre captura de biogás e secagem térmica é apresentada como uma forma de reduzir o volume destinado à disposição final e diminuir emissões associadas ao uso de combustíveis convencionais.

bottom of page