Com ampliação de investimentos e alta no tratamento de esgoto, Corsan apresenta balanço de dois anos sob gestão privada
12/08/25

Vitor Rosa / Secom/Governo do RS/Divulgação
Há dois anos sob gestão privada, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) expandiu os investimentos na distribuição de água e no tratamento de esgoto. O balanço da atuação da companhia desde o repasse do controle acionário para o grupo Aegea foi apresentado nesta segunda-feira (11), em evento com participação do governador Eduardo Leite e dirigentes da empresa, no Palácio Piratini.
Conforme os dados apresentados, a Corsan investiu R$ 3,85 bilhões em obras, tecnologia e expansão dos serviços, o que equivale a R$ 1,9 bilhão por ano, quatro vezes a média histórica da companhia antes da desestatização.
Nesse período, a cobertura do esgotamento sanitário passou de 20% para 28% sob a gestão da Aegea nos 317 municípios atendidos, crescimento de mais de um terço. Nesse período, 284 mil imóveis passaram a ter ligação disponível para a coleta. Foram construídas 11 novas estações de tratamento e implantados 629 quilômetros de redes.
Conforme a Corsan, o volume de efluentes que que antes era descartado sem tratamento e passou a ser tratado equivale a mais de 18,6 mil piscinas olímpicas por ano.
No abastecimento de água, foram feitas 180 mil novas conexões e a cobertura chegou a 99,26%. As obras do período incluem três novas estações de tratamento, 500 quilômetros de redes de abastecimento e 289 novos poços.
Até 2033, a companhia precisa atender às metas do novo marco legal do saneamento. No caso da água, o fornecimento de 99% previsto na lei já foi alcançado. Os maiores aportes terão de ser feitos no tratamento de esgoto, que precisa chegar aos 90% em oito anos, de acordo com a legislação federal. Para esse fim, o investimento previsto para todo o período é de R$ 15 bilhões.
Promessa reforçada
A apresentação dos resultados no Piratini foi feita pelo vice-presidente de Operações da Aegea, Leandro Marin. Em entrevista à imprensa, o executivo reiterou o compromisso da companhia em cumprir as metas do marco legal. Para isso, será preciso um salto no índice de tratamento de esgoto.
— As obras estão se dando e há esforços da companhia, tanto financeiros como operacionais, de atrair parceiros. Esse esforço todo está sendo feito no sentido de cumprir o marco do saneamento. A gente não trabalha com outro horizonte que não seja esse — afirmou.
Leite se diz "satisfeito"
Questionado, Leite disse que está satisfeito com o trabalho prestado pela Aegea no período.
— Estou, sim, satisfeito com o que observo. É um esforço grande de atendimento, de relacionamento adequado com os municípios, que são os titulares do contrato de concessão. O que a gente tem observado é uma boa adesão dos municípios justamente nesses contratos, renovando esses contratos com a Corsan e volumes de investimentos importantes — disse o governador, mencionando que a companhia demonstrou "boa capacidade operacional" em eventos climáticos recentes.
No evento, Leite também lembrou que o governo contratou um fundo federal para estruturar a concessão à iniciativa privada do abastecimento de água e do tratamento de esgoto nos 176 municípios que não têm contrato com a Corsan.
Dados apresentados:
Investimentos
R$ 810 milhões em sistemas de água
R$ 1 bilhão em sistema de esgoto
R$ 130 milhões em sistemas de informação
R$ 600 milhões em reposição de infraestrutura
R$ 690 milhões em pagamento em outorga
Total: R$ 3,85 bilhões
Municípios
295 contratos aditivados, estendendo prazo e incluindo metas do marco legal
22 contratos em negociação
R$ 690 milhões pagos em outorga
Clientes
Tarifa social indo de 45 mil para 673 mil famílias
Atendimentos mensais foram de 779 mil para 1 milhão por mês
