Com investimento de R$ 800 bilhões, Brasil resolve o problema do saneamento básico
12/02/26

TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL
O Brasil pretende resolver o problema do saneamento básico até 2033. O objetivo é chegar lá tendo alcançado a universalização do serviço no país. Para isso, precisarão ser investidos nada menos que R$ 800 bilhões.
A meta é atingir 99% de cobertura em todo o território brasileiro para abastecimento de água tratada e 90% para coleta e tratamento de esgoto. De acordo com Radamés Casseb, CEO da Aegea, há um longo caminho a ser percorrido e nem metade da jornada foi concluída ainda.
“Desses R$ 800 bilhões, nós não estamos nem no meio da jornada. Todos os projetos até aqui feitos giram em torno de 25% desses R$ 800 bilhões”, declarou o executivo, durante o evento “Superciclo de investimentos em infraestrutura – avanços e desafios”, realizado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro (RJ).
O investimento no saneamento envolve a construção de estações de tratamento de esgoto e água e escavações para implantação de redes e conexões. Não entram na conta valores relacionados à composição de infraestrutura existente e despesas de garantia de abastecimento atual de água.
Ainda segundo Casseb, a Aegea responde pela metade dos investimentos já realizados até aqui para a universalização, envolvendo 890 cidades e 39 milhões de pessoas.
Milhões de brasileiros não têm acesso a saneamento básico
Conforme apontam dados do Censo 2022, 62,5% da população brasileira tem acesso à rede de esgoto. Já outras 49 milhões de pessoas vivem em condições precárias neste sentido e não têm acesso ao básico da sobrevivência no mundo atual.
São grandes as desigualdades entre as regiões, sendo Norte e Nordeste as mais afetadas pelo problema. Os serviços incluem abastecimento de água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem.
