top of page

Com mais de 90% das bacias sob vigilância, Semarh garante resposta rápida do Estado em casos de enchentes ou estiagem

12/03/26

Com mais de 90% das bacias sob vigilância, Semarh garante resposta rápida do Estado em casos de enchentes ou estiagem

Marcel de Paula/Governo do TO

O governo informou que tem investido no monitoramento das bacias hidrográficas do Estado, por meio da estruturação da rede hidrometeorológica estadual. As bacias são observadas 24 horas por dia com dados de cota, vazão, chuvas e qualidade da água, abrangendo mais de 90% das bacias do Estado. O trabalho é realizado pela Diretoria de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos, com apoio do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão), da Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico (ANA).

DADOS COLETADOS

O investimento do governo tem por objetivo disponibilizar informações sobre a situação hídrica estadual, fortalecendo a gestão ambiental, o planejamento de recursos hídricos e a segurança da população. Os dados coletados também são essenciais para a análise e a emissão de outorgas realizadas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

REDE HIDROMETEOROLÓGICA

Atualmente, a rede hidrometeorológica do Estado tem 77 plataformas de coleta de dados (PCDs) e 80 pontos de monitoramento da qualidade da água, equipados com sondas multiparamétricas que permitem avaliar diferentes características dos rios.

RECURSOS HÍDRICOS

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, pontua que os dados obtidos nas estações são fundamentais para o planejamento e a gestão dos recursos hídricos no território tocantinense. “O monitoramento das bacias permite que o governo adote medidas mais rápidas diante de situações como enchentes ou períodos de estiagem. A gente consegue definir também ações estratégicas mapeando as regiões com grande potencial para a agricultura ou a indústria, a partir da disponibilidade da água”, avalia.

MONITORAMENTO EM TEMPO REAL

Os dados coletados nas estações são enviados simultaneamente para a Sala de Situação, que está integrada ao Centro de Informações Geográficas em Gestão do Meio Ambiente (Cigma), instalado no prédio da Semarh, além de serem enviados para a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A Sala de Situação é responsável pelo acompanhamento hidrometeorológico em tempo real no estado e reúne informações sobre secas, eventos extremos e condições hidrológicas.

DINÂMICA HÍDRICA DO TOCANTINS

O funcionamento da Sala de Situação inclui a análise contínua de informações provenientes de estações hidrometeorológicas, pluviométricas, satélites meteorológicos e modelos climáticos, permitindo uma visão ampla e atualizada da dinâmica hídrica do Tocantins. Com base nesses dados, são produzidos boletins diários, semanais e mensais, que ajudam a identificar situações críticas como cheias, estiagens e períodos de seca. A estrutura da Sala de Situação inclui painéis de visualização de dados, sistemas de monitoramento em tempo real e softwares de análise hidrológica integrados a bases nacionais.


SITUAÇÕES DE RISCO

Segundo o diretor de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos, Mateus Chagas, o ambiente foi projetado para o envio de alertas, especialmente em situações de risco, como enchentes ou estiagens prolongadas. “Conseguimos avançar com o monitoramento qualitativo e quantitativo, o próximo passo agora é monitorar a quantidade de água que está sendo captada nas bacias”, adianta.

ROTAS PERCORRIDAS

O monitoramento dessas estações em campo é realizado por uma equipe de sete técnicos que se revezam semanalmente para percorrer os pontos de coleta e manutenção dos equipamentos instalados nas bacias hidrográficas. As equipes percorrem diferentes rotas pelo Estado para garantir o funcionamento da rede de monitoramento. Segundo o gerente de Hidrometeorologia da Semarh, Rogério Noleto Passos, a rota mais longa é a da região sudeste do Tocantins. Nela, os técnicos chegam a percorrer cerca de 2.300 km em uma semana, parte do trajeto em estradas de terra.

PONTOS DE MONITORAMENTO

Nessa rota, estão instaladas oito PCDs e nove pontos de monitoramento da qualidade da água. A região inclui a bacia do Rio Manuel Alves, considerada uma das mais importantes do Estado e onde está localizado o principal polo de fruticultura do Tocantins. Na região, também são monitorados os rios Palmas e Palmeira.

BACIA DO RIO FORMOSO

As plataformas foram instaladas, de acordo com o Plano Estadual das Bacias Hidrográficas e distribuídas de forma que possam atender o máximo de bacias. Um dos destaques é a Bacia do Rio Formoso, que possui o maior número de estações, com 13 PCDs. Durante as visitas técnicas, os profissionais também coletam amostras de água que são enviadas para análises laboratoriais.

MANUTENÇÃO CORRETIVA E PREVENTIVA

Para o gerente, o intervalo máximo entre as revisitas técnicas é de três meses e o trabalho consiste em realizar a manutenção corretiva e preventiva das estações. “O tempo máximo de revisitação nessas rotas é de três meses, mas temos buscado reduzir esse prazo para manter a rede funcionando com o maior percentual possível de disponibilidade de dados”, informa.

bottom of page