Corsan coloca em operação a primeira estação móvel de tratamento de esgoto do Estado
14/07/26

Corsan/Divulgação
Uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) convencional pode levar até dois anos entre o início das obras e da operação. Agora, uma solução desenvolvida pela Corsan em parceria com quatro empresas gaúchas reduz esse prazo para cerca de quatro meses. As estações móveis de tratamento começam a ser implementadas e marcam uma mudança na forma de promover o saneamento no Rio Grande do Sul.
Em vez de executar praticamente toda a estação no município, a estrutura passa a ser produzida de forma industrializada, em Canoas, e transportada em módulos até o local onde será instalada. No município que recebe a ETE móvel ficam concentradas as etapas de preparação da área, obras civis, montagem, interligações, testes e início da operação.
O resultado é uma redução expressiva no tempo para colocar uma estação em funcionamento e levar mais rapidamente os benefícios do tratamento de esgoto para a população. A primeira estação de esgoto modular da Corsan está sendo implantada em Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste, e servirá como referência para futuras instalações em outros municípios do Estado.
Em fase final de testes, a unidade terá capacidade para tratar aproximadamente 518 mil litros de esgoto por dia, atendendo cerca de 3,6 mil famílias. “A estrutura em Barra do Quaraí reúne características compatíveis com uma solução modular, compacta e de rápida execução”, explica Antonio Bruxel, gerente de Engenharia da Corsan.
Para a presidente da Corsan, Samanta Takimi, a iniciativa representa uma nova etapa na transformação do saneamento no Estado, dentro do plano de expansão da Companhia para cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento. A lei determina a universalização do acesso à coleta e tratamento de esgoto com pelo menos 90% da população conectada à rede até 2033.
“Universalizar o saneamento exige novas formas de pensar e de construir. Estamos adotando no Rio Grande do Sul um modelo que alia engenharia, tecnologia e inovação para reduzir drasticamente o tempo de implantação das estações de tratamento e atender as metas do marco legal Isso significa antecipar benefícios para a população, proteger o meio ambiente e tornar os investimentos mais eficientes. É uma solução desenvolvida em parceria com empresas gaúchas que reforça o compromisso da Corsan com um saneamento cada vez mais moderno”, destaca Samanta.
Fique por dentro da primeira estação modular da Corsan:
1 – Uma solução para diferentes municípios
As estações foram projetadas para atender municípios de diferentes portes. São quatro modelos, com capacidade para tratar vazões de 2,5, 5, 10 e 20 litros por segundo. Os módulos também podem ser combinados entre si, formando sistemas com capacidade de até 50 litros por segundo. Acima dessa capacidade, a operação exige tanques maiores e são utilizadas as estações convencionais de tratamento. Essa flexibilidade permite que a solução atenda, de forma independente, 294 dos 317 municípios operados pela Corsan no Rio Grande do Sul.
2 – Mais rapidez e menos impactos
O modelo industrializado diminui a movimentação de materiais nos canteiros de obras, gera menos resíduos durante a construção, ocupa áreas menores e facilita futuras ampliações conforme o crescimento das cidades. A redução do tempo também antecipa benefícios importantes para a população, como melhorias para a saúde pública, preservação dos recursos hídricos e qualidade de vida.
3 – Tecnologia a serviço da operação
As novas estações serão preparadas para operar conectadas ao Centro de Operações Integradas (COI) da Corsan, que acompanha o funcionamento dos sistemas em tempo real. Equipes especializadas irão monitorar continuamente o desempenho das unidades, identificando rapidamente qualquer necessidade de intervenção e prestando suporte aos operadores locais, tornando a operação mais segura, eficiente e confiável.
