Corsan propõe investimento de R$ 68 milhões em água e esgoto em Arroio do Meio até 2033
04/07/25

Divulgação
A Corsan apresentou proposta para prestar os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto em Arroio do Meio. O plano prevê investimentos de R$ 68 milhões até 2033, sendo R$ 23 milhões voltados ao abastecimento de água e R$ 45 milhões destinados à promoção do saneamento básico no município.
A proposta está alinhada ao Marco Legal do Saneamento, que determina que os municípios devem atingir 99% de cobertura com água tratada e 90% das moradias com sistema de esgoto tratado até 2033.
Na última terça-feira (1º), foi realizada uma reunião em Arroio do Meio para apresentação da proposta. O encontro reuniu representantes da Corsan (que depois de privatizada passou a ser de propriedade da Aegea), autoridades da Prefeitura, vereadores e lideranças de associações de água do município.
O prefeito Sidnei Eckert explicou que o Marco Legal é uma legislação federal que visa melhorar a qualidade de vida da população, e que os municípios precisam se adequar. “É uma lei do país, que trata da questão do saneamento, algo que o Brasil ainda não enfrentou adequadamente. Na grande maioria dos municípios, o tratamento de esgoto e o saneamento ainda são inexistentes”, apontou.
O prefeito também admitiu que o projeto deve resultar em custos para a população. “Sabemos que isso terá um custo. Lá no futuro, quando tudo estiver implantado, sabemos que a nossa conta de água no Rio Grande do Sul e no Brasil vai aumentar, porque hoje pagamos apenas pelo consumo de água. E, mais adiante, passaremos a pagar também pelo tratamento dos dejetos que produzimos”, comentou Eckert.
Atualmente, o município possui um convênio com a Corsan para o abastecimento de água na área urbana. A proposta prevê a assinatura de um contrato de concessão, pelo qual a empresa também será responsável pela coleta e tratamento do esgoto doméstico.
Associações de água
Um dos pontos que gerou debate durante a reunião de terça-feira foi a atuação das associações de água, que atualmente realizam o abastecimento em áreas rurais e parte da zona urbana.
O diretor de Relações Institucionais da Aegea Saneamento, Cesar Luis Faccioli, garantiu que, caso o contrato de concessão seja firmado, a situação das associações de água receberá atenção especial, e que o diálogo será a principal ferramenta para construir uma solução. Ele rechaçou qualquer possibilidade de a empresa utilizar estruturas já existentes sem o devido reembolso financeiro.
Sidnei Eckert afirmou que as tratativas com as associações serão feitas “uma por uma, ao longo do tempo”. O prefeito também destacou que, caso aprovada a concessão, a Corsan negociará com as entidades e que haverá o devido ressarcimento às associações.
