Fórum ESG 2026 reúne agências reguladoras para boas práticas e governança para o futuro
08/05/26

gov.br
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) participou, nesta terça-feira (5), do Fórum ESG 2026: Agências Reguladoras, realizado em Brasília pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O evento reuniu representantes de diferentes agências reguladoras federais para discutir a incorporação de critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) na regulação brasileira, com destaque para temas como mudanças climáticas, transparência, produção de dados e participação social.
Representando a ANA, participaram o especialista em Regulação de Recursos Hídricos e Saneamento Básico Lucas Cordeiro, da Coordenação de Mudanças Climáticas, e a assessora internacional Fernanda Abreu Oliveira de Souza. As contribuições da Agência estiveram centradas nos desafios da segurança hídrica, na implementação da Agenda 2030, em especial o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 e na importância da produção de dados e da governança para a formulação de políticas públicas mais efetivas.
No Painel 2, sobre governança, dados e transparência climática, Lucas Cordeiro abordou os impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos e apresentou experiências da ANA relacionadas à agenda ESG, incluindo programas, normativos e atuações integradas com outros órgãos públicos. “As agências reguladoras servem para o desenvolvimento do país. A missão da ANA é garantir a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável do Brasil”, afirmou.
Já no Painel 6, dedicado à Agenda ESG 2026–2030, Fernanda Abreu destacou a contribuição da ANA para a Agenda 2030, em especial, ao monitoramento do ODS 6 e à aplicação da ferramenta SAP-ODS 6 (Sistema de Apoio a Políticas Públicas do ODS 6). Segundo ela, a água sempre esteve no centro das ações finalísticas da instituição e, nos últimos anos, a ANA ampliou sua atuação com o fortalecimento da agenda de saneamento básico e da produção de informações estratégicas para subsidiar políticas públicas.
“A ANA é uma agência que não tem uma Agenda ESG estruturada, mas desenvolveu, desde sua criação, uma forte atuação, tendo a água como eixo central”, explicou. A assessora ressaltou ainda que a Agência passou a aprofundar sua atuação na Agenda 2030 a partir de 2019, quando iniciou o cálculo dos indicadores do ODS 6.
Fernanda também destacou a importância da desagregação de dados para compreender as desigualdades no acesso à água e ao saneamento no país. Segundo ela, a experiência da ANA demonstrou que o uso de dados nacionais pode ocultar realidades distintas entre regiões e grupos populacionais.
Durante sua participação, a assessora apresentou publicações recentes da ANA voltadas ao monitoramento dos indicadores do ODS 6, ao diagnóstico de desigualdades no abastecimento de água e esgotamento sanitário e ao desenvolvimento de ferramentas de apoio à tomada de decisão. Ela também ressaltou a relevância da participação social na construção de políticas públicas mais efetivas e alinhadas às diferentes realidades do país.
Ao final do painel, Fernanda defendeu que instituições públicas e privadas também avancem na implementação de agendas ESG internas, voltadas à, eficiência energética, reuso de água e qualidade de vida dos servidores. “A gente costuma construir agendas ESG para fora, mas também precisa olhar para dentro das instituições”, concluiu.
