Fenasan 2026 recebe lançamento de livro que destaca trajetórias femininas na sustentabilidade
28/10/26
Na tarde de quinta-feira, 22 de outubro, o Palco Sustentabilidade da Fenasan 2026 recebeu o lançamento da obra “Mulheres na Sustentabilidade – Edição Poder de uma História”. O encontro reuniu as três autoras para compartilhar trajetórias de carreira, desafios operacionais e a importância de transformar propósito e vivência técnica em impacto concreto no saneamento e no meio ambiente.
Patrícia Goularth, representante da AESabesp na Câmara Técnica de Educação Ambiental do Comitê de Bacias do Alto Tietê, e diretora da AESAN – Associação dos Especialistas em Saneamento, é coautora do livro. Durante o evento, ela destacou a força transformadora da coletânea e convocou o público para uma postura ativa diante dos desafios socioambientais: “Que esse livro seja uma semente para vocês, que nossas histórias sejam inspiração e que nossas escolhas deixem marcas no planeta. Porque não basta esperar o futuro, nós temos que construir o futuro.”
Natália Biesiada, que também assina a obra, reforçou o caráter inspirador do projeto editorial e a necessidade de transformar boas intenções em atitude.“Que esse livro seja uma semente para vocês, que nossas histórias sejam inspiração e que nossas escolhas deixem marcas no planeta. Porque não basta esperar o futuro, nós temos que construir o futuro”, declarou.

Por fim, a bióloga e coautora Bárbara Fechter, que é especialista em gestão de resíduos sólidos e ex-diretora de limpeza urbana de Taboão da Serra (SP), trouxe um depoimento contundente sobre as barreiras históricas de gênero no setor operacional de saneamento. Ela destacou que, no início de sua trajetória, os cargos técnicos e de liderança eram integralmente dominados por homens, enquanto a presença feminina se restringia quase sempre à varrição de rua: “Cuidar do meio ambiente hoje está na mão de todos nós, a começar pelo cuidado com o nosso próprio lixo. Na época em que comecei na limpeza urbana, eram pouquíssimas mulheres na gestão técnica, decidindo tecnologias e implantando serviços de resíduos. Hoje o ESG é cobrado nas empresas, mas o saneamento e o tratamento do resíduo não podem ser encarados apenas como custo de fim de linha; precisam de investimento real.”
No encerramento, Patricia enfatizou o valor de registrar e difundir as contribuições femininas que sustentam a infraestrutura e a preservação ambiental no país, convidando o público a conhecer os capítulos e as vivências reunidas no livro.
