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Itaúsa: JPMorgan eleva preço-alvo para R$ 18,50 e vê potencial de alta de 44%

29/08/26

A Itaúsa (BOV:ITSA4) ganhou uma nova avaliação positiva do JPMorgan nesta sexta-feira (28/08), com o banco elevando o preço-alvo da ação de R$ 18,00 para R$ 18,50 e mantendo a recomendação overweight. Considerando o fechamento de R$ 12,84 da quinta-feira (27/08), o novo objetivo representa potencial de valorização de aproximadamente 44%.

A leitura do banco é de que a holding ainda negocia com desconto relevante em relação ao valor líquido de seus ativos (NAV), embora essa diferença tenha diminuído ao longo do ano. Segundo o JPMorgan, o desconto caiu de cerca de 24% em janeiro para 19% atualmente e ainda poderia recuar para aproximadamente 10%, abrindo espaço para uma possível reprecificação das ações ITSA4.

Entre os principais catalisadores para a tese de investimento está o fim da ineficiência fiscal relacionada ao PIS/Cofins a partir de 2027. Na avaliação do JPMorgan, a mudança poderia reduzir o desconto da Itaúsa em cerca de cinco pontos percentuais.

Itaúsa: JPMorgan eleva preço-alvo para R$ 18,50 e vê potencial de alta de 44%

O banco também destaca a perspectiva de crescimento dos dividendos provenientes das empresas não financeiras do portfólio da Itaúsa e o potencial de destravamento de valor de ativos não listados, como Aegea, Copa Energia e NTS. A combinação entre geração de caixa, distribuição de proventos e eventual redução do desconto pode fortalecer a percepção de valor da holding entre investidores.

Outro ponto incorporado pelo JPMorgan ao modelo foi o aumento da participação da Itaúsa na Aegea. Após aportes realizados ao longo de 2026, a participação da holding passou de 13,27% para 14,01% do capital total da companhia. Em agosto, a Itaúsa investiu aproximadamente R$ 732 milhões na operação.

O acordo de acionistas da Aegea também foi citado como um mecanismo adicional de proteção. De acordo com o JPMorgan, caso o investimento não alcance um retorno de IPCA + 15%, a Itaúsa poderá aumentar sua participação na companhia às custas da Equipav, controladora da Aegea. A estrutura pode ampliar o potencial de retorno do investimento caso a performance fique abaixo do patamar estabelecido.

A Itaúsa ainda recebeu um dividendo extraordinário de R$ 973 milhões da Itautec, valor que reforça a capacidade de geração de caixa da holding. Além disso, a companhia alongou o prazo médio de sua dívida para 6,7 anos, com custo médio de CDI + 1,11% e sem vencimentos relevantes previstos até 2029.

Na sessão desta sexta-feira (28/08), às 13h34, as ações preferenciais da Itaúsa eram negociadas a R$ 12,87, queda de 0,23%. O papel abriu o pregão a R$ 12,93, atingiu máxima de R$ 12,98 e mínima de R$ 12,81 até o momento.

Apesar da avaliação positiva do JPMorgan e da elevação do preço-alvo, ITSA4 ainda apresentava leve baixa durante o pregão. O movimento mostra que o mercado não necessariamente incorpora imediatamente uma recomendação de analistas, especialmente em uma sessão na qual outros fatores macroeconômicos e o comportamento geral da bolsa de valores também influenciam os preços.

Para quem acompanha as ações Itaúsa, o comportamento do papel ao longo do dia será importante para avaliar se a revisão do JPMorgan ganha força entre os investidores. O intervalo de 52 semanas está entre R$ 10,67 e R$ 15,24, mostrando que a ação ainda está abaixo da máxima registrada no período.

A Itaúsa é uma holding de investimentos com participações em empresas de diferentes setores, tendo o Itaú Unibanco como seu principal ativo. A companhia também possui investimentos em negócios como Dexco, Alpargatas, Motiva, Aegea, Copa Energia e NTS.

No balanço financeiro mais recente, referente ao segundo trimestre de 2026, a Itaúsa registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões, alta de 7% em relação ao mesmo período de 2025. O retorno sobre o patrimônio líquido recorrente ficou em 18,7% ao ano. A companhia também informou R$ 2,8 bilhões em dividendos recebidos no primeiro semestre.

A redução do desconto sobre o NAV é um dos pontos centrais da tese de investimento. A própria Itaúsa acompanha regularmente essa diferença entre o valor de mercado da holding e o valor de suas participações. Dados da companhia mostram desconto próximo de 19,5% no fim de julho de 2026.

A elevação do preço-alvo pelo JPMorgan reforça a visão de que as ações Itaúsa podem ter espaço para valorização caso o desconto patrimonial continue diminuindo e os ativos da holding entreguem crescimento de resultados e dividendos.

Para quem acompanha ITSA4, o foco agora estará na evolução dos resultados trimestrais, nos dividendos, na geração de caixa, na participação da Itaúsa na Aegea e nos efeitos da mudança tributária esperada para 2027.

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