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Lula e Flávio realizam atos de campanha simultâneos no Rio de Janeiro neste sábado

23/08/26

Líderes nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, os adversários Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizaram atos de campanha na cidade do Rio de Janeiro neste sábado.

O ato de Flávio Bolsonaro na capital fluminense aconteceu no estádio do Maracanãzinho, onde PL fez o lançamento conjunto de suas candidaturas no estado, incluindo a do deputado estadual Douglas Ruas, adversário do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes na disputa pelo governo do Rio. Já o ato de Lula ocorre no Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho, o Moça Bonita, em Bangu. O atual presidente apoia a candidatura de Paes ao Palácio Guanabara.

Lula e Flávio realizam atos de campanha simultâneos no Rio de Janeiro neste sábado

No ato no Maracanãzinho, Flávio Bolsonaro listou propostas para a segurança pública, como decretar facções e organizações criminosas grupos terroristas, além de defender a castração química para condenados por estupro e abuso sexual de crianças. Aliados, como Ruas e o deputado federal Eduardo Pazuello, fizeram falas direcionadas ao eleitorado feminino, um dos grupos nos quais Flávio tem dificuldade em crescer nas pesquisas eleitorais.

— Vocês são a maioria da população. Vocês vão decidir o futuro do nosso Brasil. A melhor política de proteção para as mulheres é autonomia financeira, para tomarem a decisão que quiserem quando quiserem — disse Ruas, no evento.

Já no evento de Lula em Bangu, o atual presidente reforçou a opção pela coligação com Paes e relembrou a aproximação dos dois em 2008, quando estiveram juntos em um palanque pela primeira vez. Em seu discurso, o petista também elogiou o atual governador do estado, o desembargador Ricardo Couto, e falou de propostas para a área de segurança pública. No estádio, foi possível ver o desconforto de alguns militantes do PT com o acordo com o PSD, principalmente pela indicação de Pedro Paulo ao Senado, que chegou a ser vaiado por um pequeno grupo ao falar.

— Confesso que não gostava do Eduardo e ele de mim, mas quis o destino que em 2008 a gente se aproximasse. De vez em quando a gente esquece de pensar no todo e comete erros. Hoje posso dizer que, além de meu amigo, ele é uma necessidade para o Rio de Janeiro — disse o petista, justificando também o apoio a Pedro Paulo: — Ele nunca me fez nada e merece minha confiança, não está em jogo amizade.

Os dois atos acontecem um dia após a divulgação da pesquisa mais recente do Datafolha. Lula lidera o primeiro turno com 39%, contra 33% de Flávio. Em um eventual segundo turno entre os dois, o presidente aparece com 47%, contra 43% do senador, um empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais.

Ainda segundo o Datafolha, 46% os eleitores afirmam que não votariam em Flávio de jeito nenhum, enquanto 45% dizem o mesmo sobre Lula. Em relação ao levantamento anterior, divulgado em julho, a rejeição de Flávio oscilou 2 pontos percentuais pra baixo, enquanto a de Lula variou um ponto percentual. O petista tinha 46% em julho.

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