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Motiva faz aporte em projeto de restauração florestal e da biodiversidade da SOS Mata Atlântica no Vale do Paraíba

24/09/25

Motiva faz aporte em projeto de restauração florestal e da biodiversidade da SOS Mata Atlântica no Vale do Paraíba

SPVS / Divulgação

A Motiva, empresa brasileira de infraestrutura de mobilidade, firmou parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica para investir R$ 1 milhão em um projeto de restauração florestal na Mata Atlântica. A iniciativa prevê a recuperação de 16 hectares em área considerada prioritária entre as bacias hidrográficas do Médio Tietê e Médio Paraíba do Sul, no Vale do Paraíba (SP).

No local será criado um corredor ecológico — faixa de terra que conecta áreas naturais, favorecendo o deslocamento de animais, a dispersão de plantas e o fluxo genético. A medida busca reduzir os impactos da fragmentação ambiental e contribuir para a conservação da biodiversidade.

A SOS Mata Atlântica será responsável por definir a área a ser restaurada, realizar o plantio e o monitoramento, além de promover ações de engajamento com a comunidade local. Ao todo, serão plantadas cerca de 40 mil mudas de espécies nativas do bioma. A previsão é de que o plantio ocorra durante o próximo período de chuvas, entre outubro de 2025 e março de 2026. O projeto tem perspectiva de expansão no médio e longo prazo - mas a empresa e a ONG não divulgaram o prazo exato do acordo.

A Mata Atlântica é hoje o bioma mais devastado do Brasil, restando apenas 24% de sua cobertura florestal original. Presente em 17 estados e 3,4 mil municípios, abriga cerca de 20 mil espécies de plantas — 6 mil delas endêmicas — além de mais de mil espécies de aves, 384 de mamíferos, 719 de anfíbios e 517 de répteis. Ao mesmo tempo, concentra 72% da população brasileira e responde por aproximadamente 80% do PIB nacional, o que a torna estratégica sob os pontos de vista social, econômico e ambiental.

Nesse cenário, a Fundação SOS Mata Atlântica já promoveu o plantio de mais de 43 milhões de árvores nativas, em parceria com 1,3 mil empresas, recuperando uma área equivalente ao tamanho de Recife (PE). A instituição também apoia mais de 500 parques e reservas. Por sua riqueza de espécies e alto grau de ameaça, o bioma é reconhecido como um dos cinco principais hotspots de biodiversidade do planeta.

“Sem a Mata Atlântica, não há água limpa, saúde e nem qualidade de vida para a população”, diz diretor executivo da Fundação, Luís Fernando Guedes Pinto, também no comunicado. Neste sentido, completa, as iniciativas de recuperação e conservação neste bioma podem contribuir como soluções para as crises globais do clima e da biodiversidade. “Por isso, é extremamente importante a união de diferentes setores em prol da Mata Atlântica.” A Fundação SOS Mata Atlântica completou 39 anos este ano.

O plantio para a criação do corredor ecológico passará por um processo que mensura e verifica a remoção e balanço de gases de efeito estufa (GEE), e volume de carbono capturado pelo projeto será contabilizado pela Motiva para alcançar a sua meta de neutralidade carbônica nos escopos 1 (emissões diretas) e 2 (consumo de energia) até 2035. A previsão é de que o projeto gere, até 2042, cerca de 9 mil créditos verificados, que poderão ser usados para compensar as emissões da Companhia por se tratar de um projeto voluntário.

Trata-se do primeiro projeto de compensação da Motiva na modalidade Insetting, no qual uma empresa investe em projetos de redução ou remoção de emissões dentro da sua cadeia de valor. No caso, a Companhia atua na região por meio da concessionária RioSP, que opera as rodovias Presidente Dutra e BR-101 (no trecho entre Ubatuba e o Rio de Janeiro).

Dada a perspectiva da remoção de carbono, o projeto conta com um processo de verificação por terceira parte, que será realizado pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A organização irá submeter a iniciativa ao processo MRV (monitoramento, reporte e verificação) para acompanhar a taxa de captura de carbono, seguindo as melhores práticas internacionais das metodologias Verra e Gold Standard.

No comunicado à imprensa para divulgar a parceria, o vice-presidente de Inovação, Tecnologia, Risco e Sustentabilidade da Motiva, Pedro Sutter, comentou que o tema da biodiversidade tem uma forte conexão com as mudanças climáticas em curso, na medida em que a conservação e preservação das florestas ajuda a regular a temperatura global e, por consequência, reduz o risco climático.

“Ao longo de 2025, a Motiva vem avançando nesta frente ao assumir compromissos públicos de proteção ao meio ambiente, e a parceria com uma instituição tão reconhecida como a Fundação SOS Mata Atlântica nos ajuda a transformar esses compromissos em realidade”, afirma. O anúncio foi feito nesta terça-feira (23), durante o evento de sustentabilidade Motiva 2035, realizado em São Paulo.

A parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica reforça a estratégia da Motiva na agenda de preservação da biodiversidade. No início do ano, a companhia aderiu aos princípios do No Net Loss, que preveem a prevenção, minimização e compensação dos impactos ambientais de suas operações, com o objetivo de alcançar saldo neutro ou positivo para os ecossistemas.

Em julho, a Motiva se tornou a primeira empresa de infraestrutura de mobilidade da América do Sul a integrar o Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD), iniciativa global voltada à conservação da natureza. Com isso, assumiu o compromisso de mapear riscos e oportunidades financeiros relacionados à biodiversidade e reportar periodicamente esses dados ao mercado.

Antes da adesão formal, a empresa já aplicava a metodologia do TNFD para avaliar riscos em seus ativos rodoviários. Um estudo conduzido com apoio da consultoria Origami está analisando mais de 4 mil quilômetros de vias sob concessão em seis estados, com o objetivo de orientar planos de mitigação. Essas ações se conectam ao pilar “Redução do Risco Climático e da Pegada Ambiental”, parte da estratégia de longo prazo Ambição 2035.

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