Nova adutora reforça abastecimento e segurança hídrica em Rio Preto
17/08/26
A nova adutora do Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae), que vai interligar os sistemas produtores Maria Júlia e Alto Alegre, deve ser concluída até o fim de novembro e promete ampliar a segurança hídrica de Rio Preto. Com 5,5 quilômetros de extensão, a estrutura permitirá maior flexibilidade na distribuição de água e poderá beneficiar diferentes regiões da cidade.
O prefeito Coronel Fábio Cândido acompanhou nesta sexta-feira, 14, uma visita técnica às obras, que começaram há cerca de 60 dias. A intervenção é considerada estratégica para aproveitar a produção do Poço Tubular Profundo PTG 11, perfurado a aproximadamente 1,5 mil metros de profundidade.
Segundo o diretor de Planejamento e Obras do Semae, Eduardo Yamanaka, o poço tem produção estimada em 300 mil litros de água por hora. A água será encaminhada por meio da nova adutora até o sistema de reservação do Alto Alegre e, posteriormente, distribuída pela rede.
“É uma obra de extrema importância para São José do Rio Preto. Faz 60 dias que a obra já teve início e a nossa previsão é finalizar ao final de novembro. É uma obra complexa, que vai interligar um poço profundo, que já está perfurado, com um reservatório localizado na região do Alto Alegre”, explicou Yamanaka.
Apesar de a intervenção estar concentrada entre o Maria Júlia e o Alto Alegre, o alcance da obra deve ser maior. A integração dos sistemas, aliada às obras de setorização realizadas pelo Semae, permitirá que a água seja direcionada para diferentes regiões de Rio Preto conforme a necessidade.
“A água não é especificamente para a região do Alto Alegre. A ideia é que ela atinja Rio Preto inteira. Com as obras de setorização, vamos conseguir pegar essa água que está aqui e levar para a Zona Norte, para a Zona Sul. Então, é um abrangimento muito grande de atendimento”, afirmou o diretor.

A nova adutora terá 5,5 quilômetros de extensão, 350 milímetros de diâmetro e vazão prevista de 400 metros cúbicos por hora. Na prática, a interligação dará ao SeMAE mais alternativas para realizar manobras hidráulicas, reforçar o abastecimento e reduzir os impactos de eventuais manutenções.
Para o prefeito Coronel Fábio Cândido, a obra representa uma ação de planejamento para garantir que a cidade tenha água disponível não apenas no presente, mas também diante do crescimento da demanda. “É relevante. A gente vê muitas cidades com problema de abastecimento e essa obra garante, a médio e longo prazo, que não falte água para o rio-pretense”, afirmou.
Fábio Candido também destacou que o projeto não envolve apenas o transporte da água produzida pelo novo poço. A estrutura faz parte de um sistema integrado que inclui tratamento, reservação e distribuição. “Não se trata só de uma obra, de uma adutora que vai levar a água daqui do poço profundo até o reservatório lá no Alto Alegre. Essa água também vai ser tratada para que a água do rio-pretense tenha qualidade”, disse.
O novo centro de produção contará ainda com reservatório de 2 mil metros cúbicos, estação elevatória, sistemas de tratamento, subestação elétrica e estrutura de monitoramento. A previsão do Semae é concluir todo o complexo até o final de 2026.
Economia na execução
Além do ganho operacional, a obra também foi apresentada pela Prefeitura como exemplo de redução de custos. Inicialmente, a estimativa era de que a intervenção custasse cerca de R$ 13 milhões. Com o redimensionamento técnico e a estratégia de adquirir os materiais separadamente e licitar a execução dos serviços, o valor caiu para aproximadamente R$ 10 milhões.
O prefeito afirmou que a mudança no modelo de contratação permitiu reduzir significativamente o custo previsto. “Os técnicos aqui do Semae, de uma forma diferente de fazer essa obra, fazendo a aquisição primeiramente dos materiais que são utilizados e licitando a mão de obra, nós conseguimos chegar a um valor. Estamos entregando mais para a população de Rio Preto, gastando muito menos. Essa obra vai ficar em torno de R$ 10 milhões”, declarou.
Segundo as informações técnicas apresentadas pelo Semae, o redimensionamento da estrutura também contribuiu para a redução dos custos estimados. A autarquia aponta que a solução adotada preserva a eficiência operacional e amplia a integração do sistema.
Água para diferentes regiões
Atualmente, o sistema de abastecimento de Rio Preto trata e distribui cerca de 120 milhões de litros de água por dia. A entrada em operação do novo poço e a conexão com o sistema Alto Alegre aumentam a capacidade de resposta da cidade em períodos de maior demanda e em situações que exigem intervenções na rede.
Yamanaka ressalta que o poço profundo é uma fonte importante justamente pela capacidade de produção. “Ele tem uma profundidade de 1,5 mil metros, a produção é muito alta. Então, a gente tem que aproveitar isso para abastecer a cidade inteira.”
A integração também poderá contribuir para a recuperação de poços dos aquíferos Bauru e Guarani, permitindo uma gestão mais equilibrada dos recursos hídricos subterrâneos.
Para o prefeito, os investimentos em infraestrutura de saneamento têm impacto direto no cotidiano da população. Ele também relacionou a eficiência do sistema aos custos pagos pelos consumidores. “É importante para o saneamento básico a gente ter água, uma água de qualidade e também com um preço muito mais em conta do que em outros municípios do mesmo porte da nossa cidade”, afirmou.
Segundo Cândido, uma família que consome cerca de 15 mil litros de água por mês paga atualmente em torno de R$ 90 em Rio Preto, enquanto, de acordo com a Prefeitura, em municípios de porte semelhante a conta pode chegar a R$ 170.
A nova adutora, portanto, passa a integrar um conjunto de obras voltadas não apenas ao reforço imediato do abastecimento, mas à preparação da cidade para as próximas décadas. Com a previsão de conclusão da adutora em novembro, o Semae busca ampliar a capacidade de movimentar água entre diferentes setores e garantir mais segurança, qualidade e continuidade no fornecimento para a população.
