Oficinas escutam sociedade para aprimorar o Diagnóstico do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba
23/10/26
Teresina (PI) é a cidade onde fica a sede do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba (CBH Parnaíba). E é pela capital piauiense, banhada pelo manancial, que começa a 1ª rodada de oficinas da etapa de Diagnóstico do processo de elaboração do Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba (PIRH Parnaíba). Esse documento definirá as ações que serão implementadas na gestão de água da região. A primeira oficina será realizada no Centro de Educação Ambiental (CEA) , das 8h às 12h, aberta ao público, para receber sugestões dos usuários de recursos hídricos, sociedade civil, universidades, prefeituras, concessionárias de água e esgoto e demais públicos interessados. A confirmação de presença nas oficinas deve ser feita pelo formulário: https://forms.gle/e6G9LGm39E4sNYf58 .
O PIRH Parnaíba está sendo elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em articulação com os órgãos gestores de recursos hídricos dos estados do Ceará, Maranhão e Piauí, com o CBH Parnaíba e os comitês de bacias hidrográficas afluentes – com apoio técnico da empresa de consultoria Engecorps Engenharia, contratada com recursos da AXIA Energia. Com as oficinas, a participação social fortalece e complementa os estudos técnicos, dando suporte à identificação de conflitos, problemas e soluções locais a serem consideradas no Plano de modo que ele reflita a realidade regional.
O Diagnóstico é a base de todo o Plano, pois mostra a situação atual da disponibilidade de água superficial e subterrânea, dos usos do recurso (abastecimento, irrigação, criação animal, indústria, energia, pesca), da qualidade da água, do saneamento básico e dos conflitos pelo uso da água em cada sub-região da bacia do Parnaíba.
Os estudos técnicos para elaboração do PIRH partem de dados da ANA, dos órgãos gestores estaduais de recursos hídricos dos três estados da bacia e de outros estudos. Nas oficinas essas informações são complementadas pela experiência dos atores que vivem e atuam na região, como: comitês de bacias, prefeituras, produtores rurais, usuários de água, prestadores de serviços de saneamento básico, pescadores, comunidades tradicionais, universidades e organizações da sociedade civil. As contribuições apresentadas nos encontros servirão como subsídios para a consolidação do Diagnóstico, que será o ponto de partida para o Prognóstico e para o Plano de Ações do PIRH Parnaíba.
Agenda das oficinas
Data
Cidade
UGHs envolvidas
Horário
Local
26/10
(segunda)
Teresina (PI)
Difusas do Médio Parnaíba, Itaueira e Poti (PI) e Médio Parnaíba (MA)
8h às 12h
Centro de Educação Ambiental (CEA) — Av. Raul Lopes, 1604-2142, Noivos, Zona Leste (ao lado do Parque Potycabana)
27/10
(terça)
Bom Jesus (PI)
Gurguéia, Uruçuí-Preto e Difusas da Barragem de Boa Esperança (PI)
13h às 17h

Auditório Central da UFPI, Campus Bom Jesus — Rodovia Municipal Bom Jesus–Viana, km 01, Planalto Horizonte
29/10
(quinta)
Balsas (MA)
Balsas (MA), Uruçuí-Preto e Difusas da Barragem de Boa Esperança (PI)
8h às 12h
Espaço UFMA, Campus Balsas — Rodovia MA-140, km 04
03/11
(terça)
Picos (PI)
Canindé-Piauí e Itaueiras (PI)
8h às 12h
SINDSERM (Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Picos) — Rua Joaquim Viana, 737, Passagem das Pedras
04/11
(quarta)
Crateús (CE)
Sertões de Crateús (CE) e Poti (PI)
8h às 12h
Cáritas Diocesana de Crateús — Rua Frei Vidal da Penha, 1605, São José
05/11
(quinta)
São Benedito (CE)
Serra da Ibiapaba (CE) e Longá (PI)
8h às 12h
Centro Vocacional Tecnológico (CVT) — Rua Isaías Gonçalves Damasceno, Cidade Alta
06/11
(sexta)
Santa Quitéria do Maranhão (MA)
Baixo Parnaíba (MA) e Longá. Difusas do Baixo Parnaíba, Difusas do Litoral e Piranji (PI)
8h às 12h
C.E. Cônego Nestor Cunha (Bandeirante) — Av. Cel. Francisco Moreira, Centro
O PIRH Parnaíba
O Plano Integrado de Recursos Hídricos é o instrumento que orienta a gestão das águas de uma bacia, com programas, ações e metas de curto, médio e longo prazos. A bacia do rio Parnaíba abrange territórios do Piauí, do Maranhão e do Ceará, divididos em Unidades de Gestão Hídrica (UGHs). Essa divisão permite o planejamento integrado da bacia, considerando as particularidades de cada sub-região: o Cerrado das nascentes, o Semiárido do Canindé e dos Sertões de Crateús, as serras da Ibiapaba e o delta do Parnaíba.
O processo prevê oito produtos no contexto do Plano Integrado de Recursos Hídricos ao longo de aproximadamente 22 meses: Plano de Trabalho e Comunicação, Diagnóstico, Prognóstico, Protocolo de Articulação Intersetorial, Plano de Ações e Investimentos, o PIRH e os planos de recursos hídricos consolidados, Manual Operativo e Resumo Executivo com Banco de Dados. Por fim, o PIRH Parnaíba e os planos de suas bacias afluentes serão apreciados pelos respectivos comitês de bacia.
Bacia do Parnaíba
O rio Parnaíba nasce na Serra da Tabatinga e Chapada das Mangabeiras e percorre mais de 1,4 mil km até desaguar no Oceano Atlântico, na cidade piauiense que leva o seu nome. É o maior rio 100% nordestino em extensão. Situada integralmente no Nordeste, a bacia hidrográfica do rio Parnaíba é uma das 12 regiões hidrográficas brasileiras . Somada à área de drenagem do Delta do Parnaíba, a bacia abrange uma área de 333.952 km², dos quais 75% estão inseridos no Piauí, 20% no Maranhão e 5% no Ceará.
Entre os múltiplos usos da água na bacia, destacam-se: geração de energia elétrica, irrigação e abastecimento humano. Nos inúmeros rios intermitentes (temporários) existentes na região, principalmente na porção semiárida da bacia, barragens e açudes garantem o fornecimento de água às populações.
