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ONGs manifestam preocupação com o risco hídrico, denunciando a destruição de áreas úmidas em Escobar.

01/09/25

ONGs manifestam preocupação com o risco hídrico, denunciando a destruição de áreas úmidas em Escobar.

Noticias Ambientales

Mais de vinte organizações ambientais alertam que uma nova proposta de Código de Ordenamento Territorial coloca em perigo tanto o abastecimento de água quanto a saúde da população, uma vez que autoriza a destruição dos pântanos em meio a um cenário de mudanças climáticas e secas frequentes.

Um coletivo de entidades sociais e ambientais lançou um sério aviso sobre as possíveis consequências de um novo projeto do Código de Ordenamento do Território (COT) para o município de Escobar.

De acordo com essas organizações, entre as quais se encontra SOS Habitat, a proposta, promovida pelo governo municipal e enviada à Câmara Municipal, vai contra a legislação atual e facilita a destruição dos pântanos.

Essa situação, afirmam, poderia intensificar os problemas de escassez e contaminação da água na região.

Um panorama de crise hídrica e ausência de planejamento
As organizações destacam que 80% dos habitantes e da atividade econômica de Escobar dependem das reservas de água subterrânea. Os outros 20% são abastecidos pelo rio Paraná de las Palmas, cujas águas também estão sob forte pressão.

Este aviso ganha uma importância particular no contexto de uma crise hídrica global, intensificada pelas mudanças climáticas.

Os especialistas indicam que a água doce do planeta está diminuindo a uma velocidade nunca antes vista. Essa realidade tem sido claramente evidenciada em Escobar e arredores, com a longa seca ocorrida entre 2020 e 2023, e que continuou durante 2024 e 2025.

A condição do rio Paraná de las Palmas é motivo de especial preocupação. Os constantes baixos níveis de água não apenas reduzem a quantidade disponível, mas também aumentam a concentração de substâncias contaminantes como efluentes cloacais, produtos agroquímicos, plásticos e resíduos industriais, o que dificulta seu processo de potabilização.

A destruição dos pântanos em risco, medidas “contraditórias”
Os coletivos ambientalistas afirmam que os pântanos desempenham um papel fundamental no ciclo hidrológico. Funcionam como “esponjas” que absorvem e moderam o fluxo da água, e atuam como “rins naturais” ao purificá-la.

Apesar dessa relevância, tanto o Código de Ordenamento do Território vigente em Escobar quanto a nova proposta, segundo denunciam as organizações, possibilitam a aniquilação desses ecossistemas para dar lugar a projetos urbanísticos e industriais.

As obras que envolvem aterros e construção de aterros são realizadas, afirmam, sem os estudos de impacto ambiental cumulativos necessários e sem a consulta pública exigida por lei.

Para evidenciar as sequelas dessas políticas, as organizações mencionam o exemplo do município vizinho de Tigre. Este distrito, que foi um dos primeiros a eliminar seus pântanos, agora precisa usar uma captação de água localizada em Escobar para poder fornecer esse recurso a seus habitantes.

As organizações instam as autoridades a adotar medidas urgentes para a proteção das fontes de água, tanto subterrâneas quanto superficiais, e dos pântanos, por serem esses indispensáveis para garantir a segurança hídrica da comunidade. Com o objetivo de dar maior visibilidade à sua demanda, iniciaram uma campanha de coleta de assinaturas através da plataforma Change.org.

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