Prefeitura publica quatro novos Cadernos de Drenagem e amplia mapeamento dos rios e córregos de São Paulo
29/01/26

Prefeitura de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), publicou neste mês quatro novos Cadernos de Drenagem referentes às bacias hidrográficas da cidade. Desta vez, foram contemplados os córregos Mongaguá e Dois Irmãos, na Zona Leste; ribeirões Cocaia e Varginha, na Zona Sul; e o Ribeirão Verde e Rio das Pedras na Zona Norte. Os estudos são elaborados em parceria com a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH) da USP, e vão ao encontro das iniciativas da Prefeitura em tornar São Paulo uma cidade mais resiliente frente às mudanças climáticas.
Agora, a cidade conta com 37 cadernos de drenagem, sendo que 31 foram publicados a partir de 2021. Todos estão disponíveis na íntegra, para consulta e download, no site da SIURB. Os cadernos são estudos técnicos que abordam as bacias hidrográficas do município de maneira detalhada. Elas apresentam a atual situação dos cursos d’água, as intervenções já executadas, e quais as alternativas que podem ser adotadas pelo poder público para mitigação de riscos, redução de alagamentos e aumento da capacidade do sistema de drenagem municipal.
As alternativas previstas nos cadernos buscam adotar sempre Soluções Baseadas na Natureza (SBN). A diretriz representa uma abordagem estratégica e sustentável para o manejo das águas pluviais da cidade, ao integrar soluções verdes e ecológicas à infraestrutura urbana tradicional. Essas medidas, que contam com dispositivos de infiltração, retenção e controle de escoamento superficial, contribuem para a redução de alagamentos, melhoria da qualidade da água, valorização paisagística e conforto ambiental. Ao priorizar processos naturais, essas soluções ampliam a eficiência do sistema de drenagem urbana e reforçam o compromisso do Município com o desenvolvimento sustentável.
Para a bacia do Ribeirão Cocaia o caderno traz alternativas que visam combater pontos históricos de alagamentos, como na Avenida Belmira Marin, Rua Romualdo Marenco e Rua São Sigismundo. O estudo propõe a implantação de um lago de reservação, junto ao Parque Linear Ribeirão Cocaia. O futuro equipamento, além de aumentar a capacidade do sistema de drenagem da região, terá usos múltiplos com área de lazer, recreação e bosques, além de soluções ecológicas, como ilhas flutuantes voltadas à melhoria da qualidade da água e à integração paisagística com o parque.
A alternativa pensada para o Ribeirão Varginha contempla uma Wetland (área alagável) próxima à Estrada do Schmidt, com o objetivo de melhorar a qualidade da água antes da chegada na Represa Billings. A Wetland inclui controle da vazão, retenção de sedimentos e vegetação com capacidade de filtrar e tratar água. Após passar pelo processo de tratamento natural, a água retorna para seu curso original. O sistema incorpora infraestrutura verde multifuncional, com áreas de lazer, playgrounds, e passeios internos para manutenção e contemplação. urbano.
Já a alternativa proposta para os córregos Mongaguá e Dois Irmãos prevê a implantação de contenção ao longo do Córrego Mongaguá a fim de conter as cheias que atingem as áreas baixas do jardim Keralux. A estrutura será formada por taludes com vegetação, passeio público, pista de manutenção elevada e, ainda, pequenos mirantes voltados para o Parque Ecológico do Tietê, o que promoverá também a requalificação paisagística da região.
A solução estudada para o Ribeirão Verde e Rio das Pedras passa pela ampliação da capacidade do reservatório existente no Rio das Pedras, com implantação de uma praça sobre a laje principal. Mais uma vez, os projetos garantem usos múltiplos aos equipamentos, ampliando a oferta de espaços de permanência e atividades coletivas. Como complemento, é prevista a requalificação da Praça Dr. Carlos Guimarães Júnior (Ribeirão Verde), com a abertura do curso d’água e reorganização do espaço público.
