Prefeitura reforça preparação para enfrentar eventos climáticos extremos
03/11/26
A equipe intersetorial do Grupo de Trabalho da Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres (GT VigiDesastres), da Secretaria de Saúde de Macaé, participou, nesta terça-feira (3), de uma oficina de simulação voltada à discussão, revisão e atualização do Plano de Contingência e Desastres Ambientais no Setor Saúde.
A iniciativa integra as ações de preparação e enfrentamento dos possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño e busca fortalecer a atuação dos profissionais de saúde diante de situações de emergência e desastres ambientais.
A secretária executiva da Atenção Primária, Daniela Bastos, explicou que o encontro, realizado em parceria com a Secretaria Executiva de Defesa Civil, tem como objetivo analisar cenários, identificar pontos de fragilidades e discutir a execução das ações previstas no plano. “Queremos propor as alterações necessárias para tornar o plano mais objetivo e adequado à realidade de cada área”, destacou.
A responsável pelo Programa VigiDesastres, Ludmila Marinho, ressaltou a importância de os profissionais conhecerem o plano de contingência e compreenderem como colocá-lo em prática diante de uma situação de desastre ambiental.
“A proposta é que os participantes identifiquem os riscos a partir da realidade de seus locais de trabalho e compreendam como devem agir diante de uma calamidade”, disse.

O secretário executivo de Defesa Civil, Joseferson de Jesus, explicou que a oficina foi dividida em duas etapas. A primeira consiste em um nivelamento sobre noções básicas de Defesa Civil, com apresentação de conceitos relacionados à Política Nacional de Defesa Civil, buscando alinhar a linguagem utilizada entre os profissionais das diferentes áreas.
Na segunda etapa, foi realizado um exercício simulado a partir de um cenário fictício de inundação. A atividade permitiu avaliar a capacidade de resposta da Secretaria de Saúde durante as fases de preparação, socorro e assistência, incluindo o apoio aos abrigos, a utilização dos equipamentos de saúde e questões relacionadas à contaminação de alimentos.
Joseferson destacou que a oficina também considerou outros riscos associados aos eventos climáticos extremos, como estiagens, chuvas irregulares, tempestades, vendavais e precipitações intensas, especialmente durante o verão.
“Quanto mais testamos nossa capacidade de resposta, melhor conseguimos lidar com cenários adversos. Os profissionais atuam diretamente em seus setores e precisam estar preparados. A contingência do município envolve diversos órgãos, incluindo a Secretaria de Saúde. Quanto mais fortalecemos cada setor, melhor conseguimos responder à população”, afirmou.
