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Reserva Ecológica do Tramandaí, em Aracaju, apresenta potencial de recuperação

12/08/25

Reserva Ecológica do Tramandaí, em Aracaju, apresenta potencial de recuperação

Raquel Fernandes/PMA

Criada em 1992 por decreto municipal, a reserva possui cerca de quatro hectares e abriga remanescentes de manguezal. Apesar de não integrar formalmente o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), apresenta características típicas de proteção ambiental.

Entre os problemas identificados estão o descarte de efluentes domésticos sem tratamento, acúmulo de resíduos sólidos, falta de circulação adequada das águas do Rio Sergipe e comprometimento do sistema de drenagem, especialmente na região conhecida como “quatro bocas”. Esses fatores sufocam o manguezal, prejudicando a oxigenação das raízes e introduzindo elementos tóxicos.

Mesmo diante desse cenário, a vistoria mais recente, realizada em 7 de agosto, apontou sinais positivos. Foram encontradas plântulas de mangue em crescimento e espécies nativas da fauna, evidenciando a resiliência ambiental da área. A reserva, porém, enfrenta a competição entre espécies de mangue e plantas exóticas, como o Mata-fome, o Nim Indiano e a Leucena.

Segundo Pedro Menezes, gestor de projetos da Sema, a elaboração de um plano estratégico de recuperação do Tramandaí é prioridade. “Reconhecemos a importância do mangue para a resiliência climática de Aracaju e estamos desenvolvendo soluções baseadas na natureza para restaurar as funções essenciais desse ecossistema costeiro”, afirmou.

A proposta é que o projeto fortaleça a capacidade da cidade de enfrentar os impactos das mudanças climáticas, preservando a biodiversidade e garantindo a continuidade dos serviços ambientais prestados pelo manguezal.

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