Rio São Francisco: Planos Municipais de Saneamento Básico, Requalificação Ambiental e Sustentabilidade Hídrica no Semiárido são temas de reunião
28/10/25

RedeGN
Semana passada representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Agência Peixe Vivo (APV) se reuniram na sede da ANA, em Brasília (DF), para debater as metas do novo Contrato de Gestão, o Plano Integrado da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (PIRH-SF) e outros temas estratégicos voltados ao fortalecimento da governança das águas na bacia.
O encontro contou com a presença de representantes da diretoria da ANA, da Diretoria Colegiada do CBHSF e da equipe técnica da Agência Peixe Vivo, marcando o início das discussões sobre o novo ciclo de planejamento 2025–2029.
A reunião foi aberta com a apresentação das novas diretorias da ANA e do CBHSF. O objetivo foi alinhar estratégias e fortalecer o diálogo institucional entre os órgãos que compõem o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh). Confira texto na integra Aqui-CHBSF
Os participantes discutiram pautas relacionadas aos instrumentos de gestão, com foco em aprimorá-los e ampliar a cooperação técnica entre as instituições. A diretora da ANA, Larissa Borges, destacou a importância de aprimorar o monitoramento das águas e de promover o diálogo com os diversos setores usuários. “Nosso papel é dialogar com os setores e com os Comitês de Bacia. Precisamos aprimorar o monitoramento e ter um olhar cada vez mais sensível às demandas, para todos os usos da água”, afirmou. Ela ressaltou ainda que foram investidos R$ 130 milhões no monitoramento de rios, sendo R$ 70 milhões destinados à modernização da rede hidrometeorológica do São Francisco.
O presidente do CBHSF, Cláudio Ademar, reforçou a necessidade de planejamento e alertou sobre os impactos de restrições orçamentárias.b“O planejamento do CBHSF depende diretamente do orçamento. Precisamos garantir recursos e ampliar parcerias para que as ações de revitalização e gestão da bacia sejam efetivas”, pontuou.
Também foram debatidas as demandas relacionadas às barragens e aquíferos, com destaque para a necessidade de diagnóstico técnico, definição de responsabilidades e aprimoramento dos planos de segurança de barragens.
O coordenador da CCR Médio São Francisco Cláudio Pereira defendeu que as ações sejam pautadas em estudos aprofundados: “Precisamos de um levantamento robusto sobre as barragens e sobre os aquíferos, para propor soluções viáveis à ANA e garantir uma gestão mais segura e eficiente.”
Apresentação de ações e programas do CBHSF
Durante o encontro, Cláudio Ademar apresentou um panorama da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, incluindo os principais projetos em execução. Entre as ações destacadas estão:
Planos Municipais de Saneamento Básico (115 PMSBs);
Requalificação Ambiental, com investimento de R$ 46 milhões até o fim de 2024;
Sustentabilidade Hídrica no Semiárido;
Projetos de Saneamento Rural;
Programas de Educação Ambiental.
O presidente enfatizou que os projetos do Comitê devem contemplar não apenas a recuperação hidroambiental, mas também os aspectos sociais e econômicos das comunidades ribeirinhas. “Só conseguiremos manter a Caatinga em pé se o produtor estiver de barriga cheia. A sustentabilidade precisa caminhar junto com o desenvolvimento local”, destacou.
A diretora-geral da Agência Peixe Vivo, Rúbia Mansur, reforçou a importância de dar visibilidade aos investimentos realizados. “Precisamos fortalecer a divulgação dos projetos, mostrando à sociedade os resultados alcançados e ampliando o reconhecimento das ações do Comitê”, disse.
