Seminário Nacional do ProfÁgua começa com olhares sobre os impactos desse mestrado profissional para o setor de recursos hídricos
05/10/26
O 8º Seminário Nacional do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua) foi aberto na manhã desta segunda-feira, 5 de outubro, em transmissão realizada por meio do canal da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) no YouTube. O evento acontece até 9 de outubro, de forma on-line, tendo como tema central Educação, Ciência e Gestão das Águas: Fortalecendo o SINGREH no Século XXI. O objetivo do encontro é destacar a contribuição da formação profissional, da produção e aplicação do conhecimento e da gestão integrada das águas para o fortalecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH).
Na abertura do 8º Seminário, a diretora Larissa Rêgo destacou o papel das pesquisas do ProfÁgua para a gestão das águas. “Hoje estamos aqui com quase 700 pessoas on-line para ouvir sobre esse grande desafio, que é a gestão das águas. Segundo o Censo, nós temos mais de 200 milhões de brasileiros e todos eles são impactados diretamente na gestão de recursos hídricos. Então, você aluno, você gestor, instituições, professores, associações têm um papel importante na construção desses resultados, dessas pesquisas”, ressaltou Larissa.
Rêgo abordou ainda a relação entre as mudanças climáticas e os recursos hídricos e que o ProfÁgua tem o papel de trazer soluções para tais desafios. “Nós estamos vivenciando um momento peculiar com as mudanças climáticas. Já é algo real o que estamos vivendo. Então, precisamos ser cada vez mais adaptativos, resilientes, para o que enfrentaremos Que essas informações, essas discussões que vocês vivenciam nos territórios, sejam temas de debate para construção de soluções”, disse a dirigente da ANA.
A superintendente adjunta de Apoio ao SINGREH e às Agências Infranacionais de Regulação do Saneamento Básico, Vivyanne Graça, falou sobre os desafios futuros do ProfÁgua. “A gente quer caminhar para uma rede que seja cada vez mais forte, uma vez que temos universidades fortes, parceiros, outras universidades dentro da Rede A gente quer também que esses produtos gerem impacto para o sistema de recursos hídricos, impacto para a sociedade, e que de alguma forma a gente possa dimensionar esse impacto e dar publicidade”, afirmou a servidora da Agência.
Para a coordenadora geral da Rede ProfÁgua, Liliane Lazzari, o tema do 8º Seminário está alinhado aos objetivos que esse mestrado profissional vem se propondo a cumprir historicamente. “Este ano o tema escolhido para o Seminário Nacional foi ‘Educação, Ciência e Gestão das Águas: Fortalecendo o SINGREH no Século XXI’, que eu acho que traduz muito bem um dos principais compromissos que tem o ProfÁgua, que é formar profissionais em gestão e regulação de bens hídricos, que criem condições para que o conhecimento técnico e científico seja transformado em capacidade de atuação e em melhores decisões e em instrumentos de gestão mais efetivos – sobretudo em resposta aos problemas relacionados à água no Brasil”, analisou a acadêmica.
Segundo o coordenador-geral de Inovação e Redes de Formação, da Diretoria de Articulação e Inovação em Educação Aberta da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Bruno Teles, programas de pós-graduação em rede permitem o compartilhamento de conhecimentos e sua aplicação em fenômenos de setores específicos, como o de recursos hídricos. “Essas redes são muito importantes porque o profissional que está dentro da rede está mais perto do fenômeno e dos fatos que estão sendo analisados A proposta dos mestrados profissionais é exatamente esta: conectar as perguntas surgidas na prática com o ferramental epistemológico para a gente poder compreender melhor, de forma sistematizada, esses fenômenos que nos aparecem nas redes”, falou Teles.

O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Friedrich Herms, representante dos docentes do Mestrado Profissional, apresentou um panorama dos números do 8º Seminário. Segundo o acadêmico, existem 349 trabalhos inscritos, 264 professores da Rede e 53 servidores da ANA como avaliadores desses trabalhos, 314 alunos do ProfÁgua como ouvintes e 639 ouvintes externos no encontro.
Já a representante dos discentes do ProfÁgua, Caroline Brocardo, falou sobre as transformações geradas pelo Mestrado Profissional na carreira dos alunos. “O que me parece mais importante dizer não é sobre a minha pesquisa; é sobre o que o ProfÁgua faz com a trajetória de quem passa por ele. Eu atuo em projetos de apoio aos comitês de bacias desde 2018. Cheguei ao programa vinda do próprio Sistema com perguntas que a prática já tinha formulado e que eu não sabia como responder. O ProfÁgua me deu o método para enfrentá-las e, principalmente, a escala. Deixei de olhar apenas para meu estado e passei a enxergar em nível de Brasil”, compartilhou Brocardo.
Renatta Serafim, representante dos egressos do ProfÁgua, aconselhou os mestrandos atuais a aproveitarem o Seminário como oportunidade de evolução das suas pesquisas. “Os alunos que estão hoje aqui nos assistindo, que vão apresentar seus trabalhos, aproveitem esse momento. Os que estão também para assistir as apresentações como ouvintes, aproveitem esse momento. Façam perguntas sobre os trabalhos que estão sendo apresentados. São todos trabalhos muito bons, trabalhos que são desenvolvidos para a gestão dos recursos hídricos e para a melhoria dessa gestão”, pontuou a mestre pelo ProfÁgua da turma de 2021.
O evento
O 8º Seminário é promovido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com a CAPES e a Rede ProfÁgua. Realizado anualmente o evento tem o propósito de apresentar, discutir e avaliar os projetos de pesquisa aplicada e os produtos técnico-tecnológicos desenvolvidos pelos alunos do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos.
Além disso, o evento promove a integração dos alunos e docentes com especialistas da ANA e entes do SINGREH para apresentarem os trabalhos que estão sendo realizados no Programa de modo que eles recebam a análise técnica e prática dos projetos de pesquisa.
O ProfÁgua
Criado e fomentado pela ANA em 2015, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o ProfÁgua conta com 26 instituições espalhadas por praticamente todos os estados brasileiros. O programa já recebeu mais de R$ 14 milhões em investimentos e formou mais de 827 profissionais que já obtiveram o título de mestre em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos pelo ProfÁgua.
Essa iniciativa busca proporcionar uma formação teórica e prática aos profissionais e pesquisadores da área de recursos hídricos. O intuito do curso é qualificar os(as) alunos(as) para lidar com os desafios mais complexos da gestão e da regulação das águas no Brasil. Nesse sentido, as dissertações do mestrado sempre têm um caráter de conhecimento aplicado, o que efetivamente contribui para o aprimoramento da gestão de recursos hídricos.
