SP investiu R$ 25 bilhões para garantir segurança hídrica
23/01/26

Divulgação/Governo de São Paulo
O cenário atual exige respostas rápidas e estruturantes. Por isso, o pacote de investimentos não atua de forma isolada, mas conecta saneamento básico, controle de cheias e monitoramento tecnológico. Essa abordagem sistêmica visa assegurar que a segurança hídrica em SP deixe de ser apenas um conceito técnico e se converta em proteção real contra enchentes e secas severas.
Ofensiva no Rio Tietê e saneamento ampliado
O Programa Integra Tietê lidera as iniciativas de recuperação, focando na eliminação da carga poluidora que historicamente degrada o principal rio do estado. A Sabesp assumiu o protagonismo financeiro dessa virada, elevando os aportes de R$ 1,1 bilhão em 2023 para um plano que ultrapassa R$ 20 bilhões até 2026.
Esse montante viabiliza a conexão de mais de 800 mil domicílios à rede de esgoto. Na prática, cerca de 2,5 milhões de pessoas passarão a contar com saneamento, o que retira uma pressão gigantesca sobre os recursos hídricos.
Paralelamente, a limpeza física dos rios avança. As equipes removeram 4,91 milhões de metros cúbicos de sedimentos dos leitos, sendo a maior parte concentrada nos rios Tietê e Pinheiros. Para dimensionar o volume, imagine uma fila de 409 mil caminhões basculantes cobrindo a distância entre a capital paulista e Fortaleza. Ao devolver a profundidade original aos canais, o governo restabelece a capacidade de vazão necessária para escoar águas de chuvas intensas.
“Investimentos robustos em saneamento reduzem de maneira permanente a carga poluidora, enquanto o desassoreamento e a macrodrenagem ampliam a capacidade hidráulica, mitigando riscos de enchentes.” — Natália Resende, secretária da Semil.
Segurança hídrica em SP avança com barragens e piscinões
A proteção contra inundações exige grandes obras de engenharia. Para enfrentar a frequência elevada de temporais, a gestão estadual destinou quase R$ 1 bilhão especificamente para reservatórios de contenção, conhecidos como piscinões.
O destaque estratégico é o Piscinão Jaboticabal (RM-19), situado na divisa entre São Paulo, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Com custo de R$ 573 milhões, a estrutura beneficia uma área de 100 km², protegendo diretamente o Grande ABC e a zona sul da capital.
Já no interior, a segurança hídrica em SP ganha reforço vital com as barragens de Pedreira e Duas Pontes. Localizadas na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), as represas receberam R$ 1,6 bilhão. Juntas, elas armazenarão 85 bilhões de litros de água, funcionando como pulmões hídricos para a região de Campinas em períodos de estiagem.
Revitalização pelo programa Rios Vivos
Enquanto as grandes obras ocorrem nas metrópoles, o programa Rios Vivos atua na capilaridade do estado. Desde 2023, a iniciativa já revitalizou cursos d’água em 170 municípios.
Confira os números da operação no interior:
Investimento: R$ 290 milhões aplicados.
Remoção: 4,2 milhões de m³ de sedimentos retirados.
Impacto: Melhora na vazão e criação de áreas de lazer ribeirinhas.
Tecnologia de ponta e apoio aos municípios
Prevenir desastres depende de dados precisos. A Sala de Situação São Paulo foi modernizada com um aporte de R$ 20 milhões, integrando sistemas que monitoram chuvas e níveis de rios em tempo real. Essa inteligência alimenta a Defesa Civil e agiliza a emissão de alertas, permitindo que prefeituras e órgãos de socorro antecipem ações antes que o desastre ocorra.
O suporte financeiro às cidades também foi descentralizado via Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). Entre 2023 e 2025, o fundo contratou R$ 926,4 milhões, sendo que a maior fatia foi transferida diretamente para os caixas municipais. Os recursos financiam desde drenagem urbana até o controle de perdas na rede de água.
Ao consolidar esses investimentos bilionários, o governo estadual estrutura um legado de resiliência. A segurança hídrica em SP deixa de ser uma medida reativa para se tornar uma política pública permanente, essencial para sustentar o desenvolvimento econômico e proteger a população diante da nova realidade climática.
