Velho Chico, novos caminhos: ANA lança publicação sobre 20 anos do maior projeto de infraestrutura hídrica do Brasil
08/04/26

Divulgação / ALSE
Em comemoração ao Mês das Águas, ocorrido em março, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional – MIDR, lançou a publicação Velho Chico, novos caminhos. Trata-se de um livro comemorativo dos vinte anos da primeira outorga de direito de uso dos recursos hídricos, concedida ao Ministério da Integração Nacional (atualmente o MIDR) e emitida pela ANA para o Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF), a maior obra de infraestrutura hídrica já executada no Brasil.
Mais do que um relatório técnico, a obra é um registro afetivo e institucional, construído a partir do relato de pessoas que participaram em diferentes momentos, desde dados históricos da sua concepção, passando pelos desafios da obra, as dificuldades de operação e manutenção e as perspectivas de um futura melhor. O PISF nasceu de uma necessidade histórica: a de responder, de forma concreta e duradoura, à seca que ciclicamente castiga o sertão nordestino, impondo sofrimento e limitando o desenvolvimento de comunidades inteiras nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
O Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) é a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil, estendendo-se por 477 quilômetros de canais, túneis e aquedutos que levam segurança hídrica e desenvolvimento regional a mais de 12 milhões de pessoas dos quatro estados.
Gigante da Engenharia e da Ciência
Para vencer a aridez, a engenharia brasileira operou milagres técnicos. O projeto conta com nove estações de bombeamento e o Túnel Cuncas I, o maior da América Latina para transporte de água, com 15 quilômetros de extensão. Durante o pico das obras, mais de 10 mil trabalhadores atuaram simultaneamente nos canteiros.
Além da hidráulica, o PISF tornou-se um "laboratório a céu aberto" para o meio ambiente. De acordo com a publicação, foram investidos mais de R$ 1 bilhão em 38 programas socioambientais, resultando no resgate de 250 mil animais e na descoberta de 80 mil vestígios arqueológicos, incluindo ossos de uma preguiça-gigante de cinco toneladas que habitou a região há 12 mil anos. Instituições como o Cemafauna, em Petrolina, tornaram-se referências nacionais em conservação da Caatinga graças aos recursos do projeto.
Em 2025, o projeto atingiu um novo marco com o início da operação comercial. O modelo de gestão agora compartilha a responsabilidade entre a União e os estados beneficiários, que assumem gradualmente os custos de operação e manutenção. O objetivo é garantir que a infraestrutura seja um vetor permanente de desenvolvimento regional e justiça social.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
(61) 2109-5129/5495/5103
