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Virada histórica no saneamento: Rio Grande do Sul acelera obras e avança rumo à universalização até 2033

25/03/26

Virada histórica no saneamento: Rio Grande do Sul acelera obras e avança rumo à universalização até 2033

Porto Alegre 24 Horas

O Rio Grande do Sul vive um momento decisivo na área de saneamento básico, com a intensificação de obras e investimentos voltados à ampliação do acesso à água tratada e à coleta de esgoto. Impulsionado pelas metas do marco legal do setor, que prevê a universalização até 2033, o Estado busca acelerar intervenções em diversas regiões. O avanço exige não apenas recursos financeiros, mas também eficiência na execução e articulação entre municípios, empresas e órgãos reguladores para superar um histórico déficit estrutural.

O desafio ambiental é significativo. Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que rios importantes do Estado, como o Rio dos Sinos, o Rio Gravataí e o Rio Caí, figuram entre os mais poluídos do país. A principal causa é o lançamento de esgoto sem tratamento, aliado a resíduos industriais e lixo urbano. Dados do Instituto Trata Brasil reforçam o cenário: mais de 65% da população gaúcha ainda não conta com coleta de esgoto, evidenciando a urgência na expansão da infraestrutura.

Diante desse cenário, o Estado atravessa o maior ciclo de obras de sua história. A Corsan projeta para 2026 a implantação de mais de 1,7 mil quilômetros de redes de esgoto e a realização de mais de 155 mil novas ligações, beneficiando cerca de 955 mil pessoas. O volume de investimentos já começou a gerar resultados: somente em 2025, quase R$ 2 bilhões foram aplicados, ampliando o acesso ao saneamento para mais de 1 milhão de gaúchos e consolidando um ritmo acelerado de expansão.

Apesar dos avanços, o caminho até a universalização ainda impõe desafios. As obras, muitas vezes realizadas em áreas urbanas já consolidadas, geram transtornos temporários, mas são consideradas essenciais para evitar problemas mais graves, como doenças, degradação ambiental e impactos econômicos. Especialistas apontam que, além dos investimentos, o sucesso do processo depende de responsabilidade compartilhada entre poder público, concessionárias e população. A adesão às redes disponíveis e o uso correto dos sistemas serão determinantes para garantir benefícios duradouros à saúde, ao meio ambiente e ao desenvolvimento econômico do Estado.

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