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Uso de inteligência artificial tem impacto invisível:
cada comando consome água
16/06/2025
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Freepik

Especialistas em gestão hídrica alertam para o risco de colapso futuro

A cada interação com inteligências artificiais, como o ChatGPT, litros de água podem estar sendo consumidos — sem que o usuário perceba. Esse gasto ocorre principalmente no processo de resfriamento dos servidores instalados nos chamados data centers, que sustentam a operação das tecnologias digitais. Em um cenário de crise hídrica crescente e de expansão acelerada da IA, especialistas começam a se preocupar com o impacto ambiental dessa nova realidade.

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Ainda que existam diferentes sistemas de resfriamento, como o uso de ar ou de fluidos industriais, muitos data centers utilizam água como principal recurso para manter a temperatura adequada dos equipamentos. Segundo estudo da Universidade da Califórnia, Riverside, o treinamento de um único modelo de IA de grande porte, como o GPT-3, pode consumir até 5,4 milhões de litros de água — considerando tanto o consumo direto (resfriamento dos servidores) quanto o indireto (água usada na geração de energia elétrica). Para se ter uma ideia, esse volume seria suficiente para abastecer cerca de 70 pessoas por um ano inteiro. 

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“Estamos diante de uma revolução tecnológica que demanda atenção também no campo ambiental, inclusive no uso da água. A discussão sobre IA também deve envolver a sustentabilidade hídrica”, afirma Sibylle Muller, CEO da NeoAcqua, empresa brasileira especializada em soluções para tratamento de água e esgoto.

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Sibylle ressalta que, embora o consumo de água por data centers ainda não esteja no centro das discussões ambientais, precisa entrar na pauta global. “Assim como debatemos a pegada de carbono das tecnologias, é fundamental falar da pegada hídrica. A água usada para manter data centers ativos não pode ser ignorada, especialmente em regiões que já enfrentam escassez”, reforça.

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A especialista também destaca que sistemas baseados em refrigeração a ar, comuns em muitas regiões, exigem um alto gasto de energia elétrica — o que também pode representar um impacto ambiental importante. “Nenhuma solução é neutra em termos ambientais. Por isso, o caminho está em encontrar formas mais eficientes e sustentáveis de integrar tecnologia e recursos naturais”, acrescenta.

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Com mais de duas décadas de atuação no setor de saneamento, a NeoAcqua defende que empresas de tecnologia que usam recursos hídricos incorporem, em seus projetos, práticas de reciclagem, reúso e tratamento de água. Para a CEO, o futuro da inovação tecnológica está ligado à gestão responsável dos recursos naturais. “O uso da tecnologia deve evoluir levando em conta o consumo de energia, de água e dos demais recursos naturais. A busca e a implementação de soluções técnicas sustentáveis implicam consciência e compromisso de todos os setores envolvidos”, conclui.

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Além da adoção de sistemas mais sustentáveis, especialistas defendem maior transparência e consciência, por parte das empresas, quanto ao consumo hídrico, de energia e de riquezas naturais em suas operações. Em tempos de escassez e emergência climática, a gestão ambiental precisa estar no centro da estratégia tecnológica. Integrar o avanço digital à preservação dos recursos naturais não é apenas uma escolha ética — é uma necessidade urgente para garantir o futuro do planeta.

Sobre a NeoAcqua
NeoAcqua

A NeoAcqua, pioneira e especialista em economia verde a partir de sistemas de tratamento de água e esgoto, com expertise de mais de 23 anos de mercado, fornece às empresas as melhores soluções em gestão hídrica, desde o projeto inicial até a instalação e operação dos processos de tratamento. Atualmente, a empresa já conta com implementações de centenas de projetos, por todo Brasil, de tratamento de água e efluentes para municípios, construtoras, indústrias, galpões, empreendimentos comerciais e residenciais de médio a grande porte.

Saiba mais: https://neoacqua.com.br

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