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Jovens preparam carta para encontro internacional da ONU sobre água

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08/06/26

Águas do Pará anuncia construção de duas usinas solares no estado

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Águas do Pará anuncia construção de duas usinas solares no estado

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10, 11, 12, 13 e 14

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09:00 - 13:00

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25, 26 e 27

Maio

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08::00 - 17:00

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01 ,02, 03

Junho

Curso presencial: Transientes Hidráulicos 2026

08:30 - 17:30

São Paulo - SP

18, 19

Junho

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09:00 - 13:00

Plataforma Zoom

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Fórum Novo Saneamento 2026

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12 e 13 de maio de 2026

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Fenasan 2026

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SANEA Brasil 2026

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Como efetuar o dimensionamento de calhas
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Jovens de bairros periféricos e de comunidades vulnerabilizadas estão reunidos, neste sábado (6), na Fundição Progresso, espaço vizinho aos Arcos da Lapa, antigo aqueduto colonial do século 18 e que hoje é cartão-postal no Centro do Rio de Janeiro.

Aqueduto é a estrutura projetada para transportar água de uma fonte até centros urbanos. É justamente a água o assunto que faz esses ativistas se encontrarem. Eles participam de uma série de painéis sobre o direito à água, saneamento e resiliência climática.

O encontro é organizado pela organização da sociedade civil Águas Resilientes e terá, ao fim do dia, a confecção de uma carta com propostas, a Declaração das Juventudes. O documento será endereçado a autoridades brasileiras e à Conferência de Águas da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontecerá nos Emirados Árabes Unidos, de 2 a 4 de dezembro.

O evento global no país árabe é considerado o mais importante encontro sobre o tema e busca fortalecer a governança da água e elevar o assunto na agenda internacional.

Custo de não fazer
A especialista em planejamento urbano Andrea Pulici levantou a discussão sobre o custo da universalização do saneamento no Brasil. Ela lembrou que o Marco Legal do Saneamento, conjunto de leis e regulações voltadas a todas as esferas de governo, determina que o país alcance a universalização até o fim de 2033. Isso representa a meta de ter 99% da população brasileira com acesso à água tratada; e 90% à coleta e tratamento do esgoto.

De acordo com a especialista, são necessários investimentos na ordem de R$ 114 bilhões por ano para atingir o objetivo. O dado vai ao encontro da estimativa já divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), órgão federal que regula o setor, que projeta até R$ 900 bilhões em 2033. 

Para Andrea Pulici, mais importante que o investimento necessário, é preciso foco no “custo de não fazer”.

“Quanto vale ter uma comunidade inteira sem medo de ter uma inundação? Quanto custa para uma família ter, de fato, acesso à água e com isso ter acesso a serviços?”, questiona ela.

Ela  exemplifica a falta de saneamento como obstáculo à cidadania quando uma família não tem água na escola do filho. “Será que não ter isso não é muito mais caro que os R$ 114 bilhões?”, completa.

Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico apontam que 84,1% da população é atendida com rede de abastecimento de água. Em termos de coleta, 62,3% da população é atendida com rede coletora de esgoto, enquanto 51,8% do volume gerado de esgoto é tratado. 

Água e dignidade
A ativista Johari Silva, da organização não governamental Ação da Cidadania, defende que o debate sobre direito à água deve ser relacionado à dignidade.

"Sem água a gente não tem dignidade, não tem sobrevivência alimentar, não tem saúde, a gente não tem nada”, afirma.

Johari defende que a “diplomacia climática” não pode ser restrita a governos e entidades privadas, sem ouvir as organizações da sociedade civil. “Precisa ouvir as comunidades tradicionais, as periferias urbanas, os povos indígenas, os ribeirinhos e todos os outros grupos que são impactados diretamente pela falta de acesso à água”, sustenta.

A ativista também é educadora e ressaltou que a Ação da Cidadania possui projetos voltados para “instrumentalizar jovens”. “Para que eles consigam ocupar espaços de tomada de decisão de onde, muitas vezes, somos tirados ou não conseguimos ter acesso”.

Carta para encontro da ONU
A diretora de Planejamento da Águas Resilientes, Verena Meirelles, aponta que a missão do instituto é desenvolver estratégias para o acesso a água.

“Qual estratégia é melhor que escutar quem pensa e quem passa na pele as dificuldades sobre o acesso a água?”, indaga.

Ela espera que levar a Declaração das Juventudes para o encontro da ONU seja um passo a mais na concretização da missão do instituto.

“Fazer com que todos saibam que não dá para deixarmos para depois essa pauta, devemos agir agora e com todos”, pontua.

O fundador e diretor-presidente da organização, Erleyvaldo Bispo, enxerga na declaração uma forma de mostrar ao mundo “a importância da valorização da água” e incluir o Brasil e toda a América Latina e o Caribe no centro do debate.

“No mundo temos 2,2 bilhões de pessoas que não têm acesso a uma fonte segura de água e no Brasil são aproximadamente 35 milhões”, contextualiza. 

Ele ressalta que a maioria dessas pessoas está no chamado Sul Global, espaço geopolítico que reúne países em desenvolvimento, como o Brasil.

“Precisamos ser vistos nesse espaço multilateral e estar na tomada de decisão. Aliás até quando a água será subvalorizada?”, pergunta.

Força da juventude
Ao comentar o papel dos jovens na sociedade, a gerente de programas para democracia na América Latina na Open Society Foundations, Sylvia Siqueira, aponta que eles "não são apenas o futuro", mas também "as referências que o mundo precisa para o futuro poder existir".

“Vocês são nossas referências de imaginário e poder de sonho. Então, vamos continuar sentindo essa força e essa chama, não só ao longo do dia de hoje, mas por muito tempo adiante”, declarou Sylvia.

O cientista político e estrategista internacional Matheus Marlisson classifica a crise climática como “o maior desafio que a gente está enfrentando nesse milênio”.

Ele defende que o Brasil tem lugar de destaque na diplomacia global sobre água e meio ambiente, que precisa unir proteção ambiental e desenvolvimento justo, sustentável e próspero.

“O Brasil no debate da Conferência da Água, pode trazer uma visão cada vez mais integrada com a sociedade civil, com a política e com outros atores que fazem parte desse processo de desenvolvimento”, disse à Agência Brasil.

Ele acredita que a juventude brasileira é “extremamente potencializada” e caminha para lugar de referência no debate global.

“A gente vê nas favelas do Rio de Janeiro, nas comunidades ribeirinhas, no Nordeste, no contexto rural que a juventude não está parada”, avalia.

A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ), criada na comunidade de São Carlos, região central do Rio de Janeiro, relaciona justiça pela água e justiça climática. “Os dois temas andam atrelados”.

Ela aponta que a governança de temas ligados à água é “um desafio” e que encontros como o deste sábado, com jovens de territórios vulnerabilizados, contribuem para que haja marcos de governança territorial.

“O espaço do debate desse encontro é o primeiro passo importantíssimo, porque não existe gestão democrática de recursos que não seja com participação cidadã”, afirmou à Agência Brasil.

A parlamentar preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Jovens preparam carta para encontro internacional da ONU sobre água

Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Águas do Pará, concessionária da Aegea, anuncia a operação de duas usinas de energia solar fotovoltaica no estado. Uma delas, no município de Conceição do Araguaia, começou a operar em maio. A outra, localizada em Concórdia do Pará, iniciará a operação em julho. A iniciativa representa um passo fundamental na estratégia da companhia de aliar eficiência operacional à preservação dos recursos naturais.

No setor de saneamento, a energia elétrica é o principal insumo necessário para viabilizar as operações essenciais de captação e tratamento de água e esgoto. As usinas solares vão operar sob o regime de autoconsumo remoto, atendendo ao consumo de energia das Unidades Consumidoras da concessionária.

As usinas vão atender às unidades de Baixa Tensão da Águas do Pará, abrangendo 76 municípios paraenses e cobrindo aproximadamente 13% do consumo total da empresa no estado. Em termos de impacto ambiental, a geração estimada de 5,3 GWh por ano se equipara ao plantio de mais de 10 mil árvores.

A implantação destas usinas no Pará integra a estratégia de eficiência energética conduzida pela Aegea, holding da qual a Águas do Pará faz parte. Atualmente, 99% de toda a energia consumida nas unidades da Aegea no Brasil já provém de fontes renováveis, fruto de investimentos em geração própria (solar e eólica), geração distribuída (solar, hídrica e biomassa) e no mercado livre.

Para garantir que a sustentabilidade seja de fato o motor das operações, a companhia assumiu a meta de reduzir em 15% o seu consumo específico de energia (medido em kWh/m³) até o ano de 2030. Esse compromisso foi atrelado à emissão de Sustainability-Linked Bonds (SLB), uma operação financeira pioneira e inédita no setor de saneamento brasileiro, reforçando o alinhamento da empresa com o futuro sustentável.

Águas do Pará anuncia construção de duas usinas solares no estado

O município de Cajamar, na Grande São Paulo, não contava com coleta nem tratamento de esgoto até 2022. Com a expansão dos investimentos após a desestatização da Sabesp pelo Governo de São Paulo, em 2024, o serviço passou a alcançar 79% de cobertura de coleta e 50% de tratamento. As obras na cidade abrangem um conjunto de intervenções que alcança R$ 132 milhões no programa IntegraTietê.

As ações em Cajamar incluem a implantação de 13 quilômetros de tubulação nas redes de coleta, estações elevatórias e uma estação de tratamento de esgoto, beneficiando mais de 43 mil moradores e contribuindo para a melhoria da qualidade dos recursos hídricos da região.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende, destacou a importância dos investimentos para a população e para o meio ambiente. “É essencial esse tipo de obra que nós estamos fazendo aqui. Até 2022, Cajamar tratava 0% de seu esgoto. Ou seja, todo o esgoto aqui da cidade ia para os rios, prejudicava o meio ambiente, a saúde das pessoas, e isso afeta também a produtividade, a vida escolar, uma série de aspectos”, afirmou.

As obras do Sistema de Esgotamento Sanitário de Cajamar representam um importante avanço rumo à universalização do saneamento. O projeto contempla a implantação dos cerca de 13 quilômetros de tubulações entre redes coletoras, linhas de recalque e coletores-tronco, além da construção da Estação Elevatória de Esgoto (EEE) P1, no Polvilho. A unidade recebeu investimento de R$ 14 milhões e beneficiará aproximadamente 13 mil moradores da Vila Granipavi.

O empreendimento também inclui a ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) Jordanésia, com investimento de R$ 52 milhões. Como parte desse conjunto de intervenções, está sendo construída a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Jordanésia, que concentra R$ 66 milhões em aportes e terá capacidade para tratar até 90 litros de esgoto por segundo.

As obras beneficiarão cerca de 30 mil moradores dos bairros Jardim Penteado, Parque São Roberto II, Parque São Roberto e Vila Santa Terezinha. Além de ampliar a coleta e o tratamento de esgoto, as intervenções contribuem para melhorias na saúde pública, na qualidade de vida da população e na preservação ambiental. Após o tratamento, os efluentes serão devolvidos ao Ribeirão dos Cristais dentro dos padrões ambientais, colaborando para a recuperação da qualidade da água e o fortalecimento dos recursos hídricos da região.

“A ausência de coleta e tratamento de esgoto impacta muito a saúde das pessoas. Obra de saneamento é obra de saúde. É qualidade de vida e melhoria do meio ambiente”, destacou Natália. Ela também ressaltou que as intervenções fazem parte de uma estratégia mais ampla do Governo de São Paulo para antecipar as metas nacionais de saneamento. “Até 2029, quatro anos antes do que a lei federal exige, a gente vai universalizar o saneamento em todo o estado, ou seja, levar água, coleta, tratamento de esgoto para todo mundo que mora aqui em Cajamar e em todo o estado”, disse.

IntegraTietê

As intervenções em Cajamar fazem parte do programa IntegraTietê, iniciativa do Governo do Estado voltada à ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, à recuperação ambiental e à melhoria da qualidade das águas na bacia do Rio Tietê.

Desde 2023, a Sabesp já conectou mais de 1,1 milhão de domicílios à rede de esgoto. O programa prevê a conexão de 1,5 milhão de novos domicílios à rede de coleta e tratamento de esgoto até 2026 e de mais de 2,2 milhões até 2029, beneficiando principalmente municípios da Região Metropolitana de São Paulo e do Alto Tietê.

Investimento em saneamento

A expansão dos serviços ocorre em meio ao aumento dos investimentos da Sabesp. Em 2025, foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela companhia, valor 120% maior em comparação ao ano anterior. Os investimentos têm como foco a ampliação da cobertura de saneamento e a melhoria dos padrões de qualidade dos serviços.

A coleta e o tratamento de esgoto chegaram a mais de 4,3 milhões de pessoas com a expansão de ligações da Sabesp. O cumprimento das metas de acesso à água, coleta e tratamento de esgoto alcançaram, respectivamente, 87%, 77% e 71% ao fim do primeiro trimestre de 2026.

Na Rota da Água

O Governo de São Paulo passou a acompanhar os avanços no saneamento por meio do Na Rota da Água. A iniciativa dá mais visibilidade às obras de segurança hídrica, reforço de abastecimento e universalização do saneamento nas cidades atendidas pela companhia.

Lançado em fevereiro deste ano, o programa prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1,1 mil frentes de obras em andamento nos municípios contemplados pelo novo contrato da Sabesp.

Entre as entregas já realizadas, estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Além disso, há duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que também contempla Francisco Morato, na Grande São Paulo.

Cajamar, na Grande SP, salta de 0% para 79% de coleta de esgoto e avança na universalização do saneamento

A Prefeitura de Macaé  realiza ação emergencial para conter avanço do mar no calçadão da Praia Campista, nesta quinta-feira (4), que foi derrubado em função da ressaca dos últimos dias. Equipes estiveram no local para avaliar e traçar um planejamento para resolver a questão o mais breve e também a longo prazo.

O secretário de Governo, Juninho Luna, disse que a ação envolveu as secretarias de Infraestrutura, Obras, Serviço Público, Defesa Civil e Mobilidade Urbana.
"Estamos no local com a equipe de engenharia, já traçando as metas de ações de curto, médio e longo prazo. A Defesa Civil já sinalizou o local com fitas e vamos colocar grades também para evitar que as pessoas se machuquem", explicou.

O engenheiro da Secretaria de Infraestrutura, Khristiano Boquimpani, detalhou o que será realizado inicialmente.

"Nós vamos fazer um serviço em decorrência do desmoronamento que houve, em que  vamos buscar fazer uma ação paliativa em função do risco existente com a proximidade da ciclovia e da via. Vamos fazer um isolamento das fendas onde houve o desmoronamento das contenções com manta bidim para que não tenha mais passagem de material que o material existente e ele se mantenha no local.

Ele acrescentou ainda que a área do desmoronamento será coberta com manta e dar um direcionamento para as redes de drenagem afetada para que não continue essa área e ser alimentada por mais água em caso de ocorrência de novas chuvas.

"A gente tenta manter essa área em condição de segurança para os munícipes e as pessoas que passam aqui pela Avenida Atlântica. Em paralelo vai ser pensado uma solução definitiva de engenharia onde vai ser estudado com todos os requisitos necessários para que seja pensado uma solução definitiva a médio e longo prazo para poder ter uma solução definitiva para a área que demanda de estudos mais aprofundados de engenharia. No momento vão ser feitas somente ações emergenciais para que seja garantida a segurança diante de uma situação complicada difícil da maré e da ação de fenômenos na natureza", completou.

Previsão do tempo

A Defesa Civil informou que a previsão para esta quinta-feira (4), haja áreas de instabilidade que vão influenciar nas condições de tempo em Macaé.
O céu irá variar entre parcialmente nublado a nublado. Há previsão de chuva fraca a ocasionalmente moderada isolada ao longo do dia.
As temperaturas vão variar entre mínima de 17ºC e máxima 26º C. Na região serrana, a mínima será de 14º C e a máxima de 21º C.
Os ventos estarão fracos a moderados.
Em caso de mudança de cenário, a Defesa Civil de Macaé atualizará as informações. O telefone de contato: (22) 99103-4275 para casos de emergência.

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