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25, 26 e 27

Maio

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08::00 - 17:00

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01 ,02, 03

Junho

Curso presencial: Transientes Hidráulicos 2026

08:30 - 17:30

São Paulo - SP

18, 19

Junho

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09:00 - 13:00

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A implantação do projeto ‘SIRWASH’ de saneamento rural sustentável na comunidade Boa União, no ramal do Rumo Certo (KM 165 da BR-174), recebeu na quarta-feira (15) uma visita técnica da comitiva formada por representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação, do Governo do Estado, da Funasa e das instituições parceiras do programa.

No local, a comitiva reuniu com a comunidade e representantes da Prefeitura de Presidente Figueiredo, incluindo o prefeito do município, Fernando Vieira, que agradeceu a presença dos representantes, ressaltando a importância de ser o projeto piloto desse modelo na Amazônia.

“O município agradece essa força-tarefa do BID, do Estado, da FUNASA, e da UGPE, tudo isso é importante. É um projeto piloto que vai ser transmitido para toda a Amazônia. A gente sabe que isso é importantíssimo, a Amazônia cuidar dessa questão do saneamento, principalmente com respeito à água. A Amazônia hoje está no foco do mundo com seus minérios estratégicos, mas amanhã vai ser a água que vai ser a próxima crise do planeta”, disse Fernandão.

Após a reunião, a visita seguiu para a comunidade Boa União, no ramal do Rumo Certo, onde serão desenvolvidas as ações do projeto com a participação dos moradores.

“Tudo muito bonito na comunidade, as pessoas, o lago, a natureza, é muito interessante o olhar de todos os atores como comunidade, autoridade, com esforços juntos para melhorar a água e sanamento”, disse a representante da Embaixada da Suiça, Maria Laura.

Sobre o projeto
O  projeto prevê melhorias no abastecimento de água, esgotamento sanitário e gestão de resíduos sólidos, incluindo também a ampliação da capacidade de reservação, implantação de nova rede de distribuição e instalação de hidrômetros nas residências.

Na área de esgotamento sanitário, serão realizados estudos para definir o modelo mais adequado de sistema, além da construção ou adequação de banheiros e ligações domiciliares à rede ou a soluções individuais.

Já no eixo de resíduos sólidos, está prevista a implantação de uma central de triagem e a construção de estrutura para armazenamento e reaproveitamento de materiais recicláveis. A proposta integra uma agenda mais ampla de ampliação do acesso ao saneamento em áreas rurais, com foco em soluções técnicas adaptadas às características das comunidades.

Projeto de saneamento rural sustentável na comunidade do Rumo Certo recebe visita técnica do BID

Seis anos após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento Básico, o Brasil ainda está distante de alcançar a universalização dos serviços de água e esgoto prevista para 2033. A avaliação é do estudo "Avanços do Novo Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil", elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados.

O levantamento conclui que, embora a legislação tenha promovido mudanças importantes na organização do setor e estimulado novos investimentos, o ritmo atual de expansão da infraestrutura e a lenta adesão às normas regulatórias tornam improvável o cumprimento das metas estabelecidas pela Lei 14.026/2020.

O marco legal prevê que, até o fim de 2033, 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% seja atendida por coleta e tratamento de esgoto.

Desde a aprovação da lei, foram identificados 51 projetos de concessão, parcerias público-privadas e desestatizações entre 2020 e 2026, incluindo operações como as privatizações da Sabesp e da Copasa. Juntos, esses empreendimentos representam cerca de R$ 423,5 bilhões em investimentos previstos e abrangem aproximadamente 2,4 mil municípios.

Apesar desse avanço, os recursos aplicados ainda estão abaixo do necessário para universalizar os serviços. Segundo o estudo, o Brasil investiu cerca de R$ 29,1 bilhões em saneamento em 2024, quando seriam necessários aproximadamente R$ 48 bilhões por ano para cumprir a meta dentro do prazo.

Os indicadores também mostram que o desafio permanece significativo. Em 2024, a cobertura de abastecimento de água alcançava 84,1% da população, enquanto apenas 56,7% dos brasileiros eram atendidos por rede de coleta de esgoto. Nenhuma macrorregião do país conseguiu atingir as metas intermediárias de universalização.

O estudo também chama atenção para os desafios regulatórios. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) vem editando normas para padronizar a regulação do setor e reduzir a insegurança jurídica. No entanto, até 2025, apenas 29 entidades reguladoras infranacionais haviam comprovado adesão plena às normas de referência estabelecidas pela agência.

Na avaliação dos pesquisadores, a simples aprovação de normas não é suficiente. É necessário que estados, municípios e agências reguladoras tenham capacidade de implementar efetivamente as regras, garantindo segurança para investidores e qualidade na prestação dos serviços.

O relatório conclui que o novo marco legal criou condições mais favoráveis para ampliar a participação da iniciativa privada e aumentar os investimentos no setor. No entanto, alerta que, sem aceleração dos aportes e maior uniformidade regulatória, o Brasil dificilmente conseguirá universalizar o acesso à água tratada e ao esgoto até 2033, mantendo milhões de brasileiros sem acesso a serviços básicos de saneamento.

Estudo aponta que Brasil não deve atingir universalização do saneamento até 2033

O evento, que ocorrerá durante a manhã, contará com a presença de secretários municipais de Meio Ambiente e de gestores das áreas de Agricultura e Pesca. A proposta é criar um espaço de diálogo entre os municípios, possibilitando a troca de experiências e a construção de estratégias conjuntas para enfrentar desafios relacionados aos recursos naturais e ao abastecimento de água.

Planejamento ambiental
A programação inclui apresentações sobre projetos em andamento na região e discussões sobre as principais demandas levantadas pelos municípios. Também será apresentado aos gestores o panorama das ações já executadas, dos investimentos previstos e das iniciativas que deverão receber recursos nos próximos ciclos de planejamento.

Entre os temas estão a ampliação de ações de educação ambiental, a recuperação de áreas degradadas, a conservação de mananciais e o fortalecimento de políticas voltadas ao uso sustentável da água. A expectativa é que as contribuições dos municípios ajudem a definir essas prioridades.

Participação dos municípios
Para o Comitê Guandu-RJ, a aproximação com as administrações municipais pode tornar a gestão dos recursos hídricos mais alinhada às necessidades de cada território. A entidade pretende usar as demandas apresentadas pelos gestores para orientar a aplicação dos recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água na bacia.

Atuação na bacia
O Comitê Guandu-RJ é o órgão colegiado responsável pela gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da Região Hidrográfica II, com o objetivo de promover o uso sustentável da água e garantir o abastecimento em quantidade e qualidade à população.

Sua área de atuação abrange integralmente os municípios de Engenheiro Paulo de Frontin, Itaguaí, Japeri, Paracambi, Queimados e Seropédica, além de partes de Barra do Piraí, Mangaratiba, Mendes, Miguel Pereira, Nova Iguaçu, Piraí, Rio Claro, Rio de Janeiro e Vassouras.

Comitê Guandu reúne secretários municipais para discutir segurança hídrica

Com o propósito de universalizar o saneamento e gerar valor social, a Copasa está direcionando mais de R$10,2 milhões para implantação do sistema de esgotamento sanitário em Campo Florido, no Triângulo Mineiro. As obras tiveram início em junho e devem ser concluídas em outubro de 2027. Serão gerados 36 empregos e beneficiadas quase sete mil pessoas.

Fabrício Rezende, à frente da Gerência de Expansão Centro-Oeste, detalhou o projeto. “As intervenções contemplam a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) com capacidade para 17,92 litros por segundo. A unidade contará com área preliminar (separação de materiais grosseiros, como lixo, do efluente), dois reatores (estruturas que, por meio de microrganismos decompõem matéria orgânica) e queimador de biogás, que mitiga o odor inerente ao processo”, contou.

A unidade também terá seis leitos de secagem (espaços onde os resíduos sólidos decorrentes do tratamento, chamados de lodo, podem secar), valas de aterramento (aberturas impermeabilizadas no solo, onde o lodo seco será adequadamente depositado), além de almoxarifado, laboratório, sala elétrica e subestação de energia.

Ainda serão implantados 1.845 metros de redes de esgoto, entre coletoras (que recebem os resíduos que saem dos imóveis) e interceptoras (que reúnem o material que chega em diferentes pontos da tubulação). O escopo abarca também a construção de uma elevatória (equipamento que envia o efluente para a ETE). Ao todo, 3.089 imóveis serão atendidos.

Qualidade de vida

O tratamento de esgoto está diretamente relacionado à qualidade de vida da população, à preservação ambiental e ao desenvolvimento socioeconômico de um município.

Renata Thompson, gerente regional Frutal, destacou como o serviço impacta no bem-estar e qualidade de vida. “A destinação adequada do esgoto evita propagação de doenças de veiculação hídrica, reduz gastos públicos com saúde, melhora o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), proporciona a valorização imobiliária e do potencial turístico, além de contribuir para garantir às gerações atuais e futuras o acesso aos recursos naturais”, afirmou a gestora.

Histórico

A Copasa está em Campo Florido desde 1984, quando iniciou a prestação de serviços de abastecimento de água. Em 2006 ganhou a concessão para operar o esgotamento sanitário e deu início à coleta no ano seguinte. Após anos de trâmites burocráticos, em 2023 a Companhia anunciou a implantação do tratamento de esgoto no município.

Copasa investe mais de R$ 10,2 milhões para universalizar saneamento em Campo Florido

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