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31 / 01, 02 e 03

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Curso Online Digitalização 4.0 no Ciclo Integral da Água – Uma Jornada de Rio a Rio

09:00 - 13:00

Plataforma Zoom

14 a 16

Setembro

Curso presencial: Transientes Hidráulicos 2026

08:30 - 17:30

São Paulo - SP

21, 22, 23 e 24

Setembro

Curso Online de Fiscalização de Serviços em Saneamento

09:00 - 13:00

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De acordo com um estudo do instituto Trata Brasil, em parceria com GO Associados, 15,9% da população brasileira vive sem acesso à água potável e 43,3% não possuem coleta de esgoto. Pelos levantamentos do instituto, a universalização será atingida somente em 2070, se o avanço dos índices continuarem no atual ritmo. A situação é pior no esgoto.

O debate se dá entre dar mais prazo para os governos cumprirem a meta ou deixar que as metas vençam e criar os instrumentos para cobrar de quem não cumpriu. O primeiro caso, de ampliar o prazo de cumprimento, já foi usado no setor e se mostrou um fracasso.

Fim dos lixões
Em 2010, foi aprovada a Lei 12.305 que determinou o fim dos lixões a céu aberto no país em 2014. Mas, antes do fim do prazo, o Congresso aprovou uma extensão para 2020. A meta foi novamente postergada, via marco legal de saneamento, de 2020 para 2024 e também não foi cumprida. Novamente, o Congresso aprovou uma nova ampliação de prazo.

Mas não há pressa para ter um novo prazo, na visão do presidente da Abrema (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente), Pedro Maranhão, uma vez que as metas não são respeitadas pelos entes titulares das atividades de resíduos sólidos.

Segundo ele, o que o setor vem fazendo são acordos com cada município, nos quais as prefeituras terminam os lixões em troca de não sofrer sanções do Ministério Público e dos tribunais de contas pelo descumprimento da lei.

“Eu não vejo outra alternativa. No convencimento ambiental, de saúde pública, de qualidade de vida, se faz muito pouco”, disse Maranhão. “Às vezes eu sou até procurado por prefeitos que querem resolver [os lixões] porque não aguentam mais [a pressão do] Ministério Público.”

Avanço
Apesar do avanço nos últimos anos, os dados ainda mostram que o caminho é longo para se chegar à universalização. Conforme levantamento do TCU (Tribunal de Contas da União), o investimento nacional anual em saneamento está em R$ 47,65 por habitante, contra o patamar necessário para atingir a universalização, de R$ 82,79 por habitante.

Os dados parciais da auditoria, que ainda será avaliada em plenário, foram apresentados em evento da corte na semana passada, realizado em Brasília.

Embora metade dos municípios tenha participação do setor privado na área de saneamento, como mostrou a Agência iNFRA, boa parte do setor ainda opera via contrato de programa. A grande maioria deles não tem qualquer meta que garanta a execução de investimentos para a universalização.

Os contratos de programa operam fora das adequações impostas pelo marco legal de 2020 em 60% dos casos, de acordo com a corte. Os dados mostram ainda que 65% dos contratos de abastecimento de água não possuem capacidade econômica-financeira ou são irregulares. Para esgotamento, o número é de 60%.

Novo prazo
Para o diretor de saneamento da consultoria Houer Concessões, Frederico Vasconcelos, a postergação das metas é plausível, mas, se feita agora, não será efetiva. “Ainda é cedo, porque ainda há muita possibilidade”, afirmou, defendendo a revisão da meta em 2031 ou 2032. O adiamento das metas, neste momento, criaria um ambiente propício à inércia, comentou o diretor da consultoria.

Pela estimativa da Houer, obras de água e esgoto demoram cerca de cinco anos para funcionamento real – prazo que considera construção das ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto ou de Efluentes) e ETAs (Estações de Tratamento de Água). Desta forma, na teoria, é possível o cumprimento da universalização dentro do prazo.

“Os contratos que serão assinados nos próximos dois anos ainda têm uma folga tranquila para se universalizar, embora seja uma janela temporal curta. Acho que precisa aguardar um pouco mais para que se avalie [o adiamento das metas]”, continuou.

Obstáculos
Contudo, na prática, o setor se depara com desafios que retardam o cenário ideal. O primeiro obstáculo é o ideológico, segundo Vasconcelos, já que a entrada do capital privado nas chamadas utilities (serviços públicos diretos ao cidadão) ainda é um ponto de divergência dentro do espectro político brasileiro.

Além disso, o setor enfrenta escassez de mão de obra qualificada, de insumos e de recursos federais, o que dificulta a viabilização de projetos para os municípios de menor porte.

Outros fatores vêm sendo apontados por representantes de empresas de saneamento para que os contratos, mesmo os que já têm as metas previstas, estejam ameaçados de não cumprir com as obrigações no prazo. O maior deles é a reforma tributária, que ampliou a alíquota dos impostos para o saneamento, o que necessitará de reequilíbrio nos contratos.

A avaliação é que os entes reguladores não terão capacidade para reequilibrar os contratos dentro dos prazos necessários, e o mais provável é que o ritmo dos investimentos seja afetado para que as empresas públicas e privadas não entrem em insolvência.

Setor quer adiar metas de saneamento, mas experiência é pouco eficaz

O “Você é o Prefeito” já foi realizado em 2023 e 2025, consolidando-se como um mecanismo de participação popular na definição de prioridades para o município. Entre as propostas escolhidas nas edições anteriores estão projetos que já estão em andamento.

Na edição de 2025, destacam-se a construção dos novos prédios da Cidade Universitária, que amplia a infraestrutura do Ensino Superior e oferece melhores condições para a formação dos estudantes; a reforma da Estação Ferroviária de Glicério, voltada à preservação do patrimônio histórico e à criação de um espaço de convivência, cultura e turismo; e a Linha Lilás, que fará a ligação entre a RJ-168 e a Avenida Prefeito Aristeu Ferreira da Silva, nas proximidades do Horto e do Instituto Federal Fluminense (IFF), atualmente em fase de elaboração do edital.

Na primeira edição, realizada em 2023, os moradores contribuíram para a escolha de obras e serviços que também avançaram no município, entre eles a construção do Hospital do Olho, a urbanização de bairros, a ampliação de escolas e unidades de saúde e a revitalização de praças.

Confira aqui os projetos deste ano.

“Você é o Prefeito” amplia participação popular com versões para jovens e crianças

O governo federal apresentou nesta quinta-feira (24) o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre de 2026.

No relatório anterior, divulgado em julho, congelamento do Orçamento estava em R$ 17,9 ⁠bilhões. Dessa forma, houve uma redução de R$ 1,9 bilhão frente à contenção do terceiro bimestre.

O contingenciamento acontece quando há frustração de receitas, ou seja, a arrecadação é menor que a esperada. Já o bloqueio no orçamento ocorre quando o governo federal precisa conter gastos porque as despesas obrigatórias crescem acima do limite permitido pelo arcabouço fiscal.

Governo reduz congelamento no Orçamento para R$ 16,1 bilhões em 2026

Questionado sobre o fato de a universalização ter sido prevista anteriormente para 2025, Tarcísio afirmou que a nova meta “já está saindo do papel” e citou obras em andamento. Segundo ele, são 15 estações de tratamento de esgoto em obras, quatro unidades em processo de modernização e 11 novas estações em construção.

"É uma garantia que está inclusive no contrato. Então essa questão da meta da universalização está prevista no contrato da Sabesp e nesses 371 municípios a gente universaliza o saneamento dentro dos parâmetros do marco do saneamento até 2029", declarou.
Segundo o governador, as obras têm previsão de conclusão até o fim de 2029. A capacidade média de tratamento deve chegar a 22,5 mil litros por segundo, um aumento de 40,6%, o que, de acordo com o governo, permitirá ampliar o acesso ao serviço para mais de 4 milhões de pessoas.

Obras
A ampliação da ETE de Barueri faz parte do programa Integra Tietê, que prevê R$ 30 bilhões em investimentos até 2029, segundo Tarcísio. O programa é dividido em cinco frentes: saneamento, controle de cheias, turismo e integração, eficiência logística e governança.

A estação de Barueri, que atualmente trata 16 mil litros de esgoto por segundo, terá a capacidade ampliada para 22 mil litros por segundo.

Tarcísio afirmou que outras unidades também estão em obras. "São 15 estações de tratamento de esgoto em obras, são quatro retrofit nas maiores estações, Barueri, ABC, Parque Novo Mundo e São Miguel", disse.

Segundo ele, também estão sendo construídas 11 novas estações de tratamento para atender ao aumento das ligações à rede.

O governador afirmou ainda que já houve uma redução de quase 30% na carga orgânica despejada no Tietê nos últimos dois anos e que atualmente são tratados 10 bilhões de litros de esgoto a mais por mês.

O programa também prevê ações de desassoreamento do Rio Tietê. Segundo Tarcísio, 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados do rio desde 2023, com investimento superior a R$ 1,4 bilhão. O volume corresponde a 90% da meta prevista para o fim de 2026.

Tarcísio promete universalizar saneamento básico em 371 municípios até 2029 com R$ 70 bilhões em investimentos

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