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Ter água tratada e coleta de esgoto ainda é uma realidade distante para milhões de brasileiros. Embora o país tenha ampliado os investimentos no setor nos últimos anos, o acesso aos serviços continua marcado por profundas desigualdades regionais, sociais e estruturais. Enquanto alguns municípios já alcançaram a universalização do saneamento, outros convivem com redes insuficientes, ausência de tratamento de esgoto e falta de regulação capaz de garantir a continuidade dos investimentos.

Os números ajudam a dimensionar esse cenário. Mais de 30 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões vivem sem coleta de esgoto. Um estudo do Instituto Trata Brasil sobre saneamento e saúde mostrou que, em 2024, o país registrou 344,4 mil internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado e, no ano anterior, 11,5 mil mortes evitáveis por essas mesmas enfermidades.

Para a presidente-executiva do instituto, engenheira civil Luana Pretto, a desigualdade no acesso ao saneamento tem forte recorte regional. "Entre 2020 e 2024, a região Sudeste concentrou R$ 57,3 bilhões em investimentos, mais da metade do total nacional, enquanto o Norte recebeu apenas R$ 5,3 bilhões, cerca de 4,7%."

Segundo ela, essa diferença se reflete diretamente na qualidade dos serviços. No Ranking do Saneamento 2026, os 20 municípios com pior desempenho estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste, incluindo sete capitais. Além disso, moradores de áreas rurais e comunidades vulneráveis sofrem a falta de serviços básicos e enfrentam maiores dificuldades por dependerem de soluções adaptadas às características locais.

Um outro levantamento do Instituto Trata Brasil sobre a Bacia do Rio Pinheiros, em São Paulo, mostra o impacto dessa desigualdade. O benefício médio da melhoria do saneamento para a população da região foi estimado em cerca de R$ 5,3 mil por habitante. Nas comunidades urbanas mais pobres, porém, esse ganho sobe para R$ 12,2 mil por pessoa — quase R$ 7 mil a mais. Para Luana Pretto, isso confirma que, quando o investimento em saneamento chega, a população mais vulnerável é a que mais se beneficia.

Coletar esgoto não significa tratá-lo
A coleta e o tratamento de esgoto são outro ponto crítico e o Brasil tem um déficit expressivo em ambas as etapas, mas em intensidades diferentes. A diretora da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), entidade do Sistema Confea/Crea, a engenheira civil Mickaela Midon, explica que quase 90 milhões de brasileiros sequer contam com rede coletora. Em muitos casos, o esgoto é lançado diretamente no solo ou em cursos d'água. Mesmo onde existe coleta, parte significativa desse volume não recebe tratamento adequado antes de retornar ao meio ambiente. "Ou seja, mesmo quando a rede coletora chega até a casa, isso não garante que o esgoto será tratado depois — e é justamente essa lacuna entre 'coletado' e 'tratado' que costuma ficar invisível nos indicadores mais simples de cobertura", observa a mestre em engenharia ambiental e sanitária.

Mickaela também alerta que nem todo tratamento é suficiente para remover a carga poluidora, o que afeta a qualidade dos rios e aumenta a complexidade do tratamento da água captada para abastecimento humano. “Por isso a desigualdade de acesso não se resume a ‘tem ou não tem rede’: ela também está na qualidade real do que é entregue e devolvido ao ambiente”, salienta.

Quem mais sofre com a falta de saneamento
A ausência dos serviços básicos atinge principalmente a população de menor renda. De acordo com uma pesquisa do Instituto Trata Brasil sobre o perfil de quem vive sem saneamento, 70,2% das pessoas sem acesso à rede de água tratada viviam abaixo da linha da pobreza em 2022. Jovens com menos de 20 anos, pessoas pretas, pardas e indígenas estão entre os grupos mais afetados, especialmente em comunidades urbanas, áreas rurais e núcleos informais.

Além das desigualdades sociais, a presidente do Instituto Trata Brasil chama atenção para os desafios institucionais. "Hoje, 963 municípios brasileiros, com cerca de 20 milhões de habitantes, não têm nem agência reguladora cadastrada na ANA, e mesmo entre os que têm, só 29 das 82 agências comprovaram aderência integral às normas de referência. Sem regulação forte, esses municípios ficam mais vulneráveis a contratos mal estruturados e a investimentos que não avançam", pontua Luana.

O que falta para universalizar
Apesar dos avanços registrados desde o Marco Legal do Saneamento, que estabeleceu metas de 99% de cobertura de água potável e 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2033, especialistas avaliam que o principal desafio continua sendo acelerar os investimentos e fortalecer a gestão pública. O volume investido por habitante cresceu 51% nos últimos seis anos, e já existem mais de R$ 420 bilhões em projetos contratados que devem beneficiar mais de 100 milhões de brasileiros. Ainda assim, o tratamento de esgoto alcança apenas 51,8% da população, muito distante da meta de universalização.

Para Luana Pretto, o principal desafio é ampliar os investimentos e fortalecer a regulação. "A prioridade número um é fechar o gap de investimento. Hoje o país investe R$ 137,02 por habitante ao ano em saneamento, mas o Plano Nacional de Saneamento Básico estima que seriam necessários R$ 225, algo como R$ 48 bilhões por ano até 2033, um patamar que nunca foi atingido. É preciso ainda fortalecer a regulação local, para que as agências consigam, de fato, fiscalizar metas e investimentos, e avançar na regionalização, unindo municípios pequenos e rurais a blocos maiores, já que hoje eles são justamente os que ficam de fora da atratividade dos grandes projetos", ressalta a engenheira.

Já Mickaela Midon defende medidas capazes de tornar os sistemas mais eficientes, como redução das perdas de água nas redes de distribuição, ampliação do reuso de efluentes tratados, integração entre bases de dados de infraestrutura, saúde e recursos hídricos, e maior presença de profissionais habilitados em obras de saneamento. “É um eixo prioritário ampliar a fiscalização e a responsabilidade técnica, com Anotação de Responsabilidade Técnica, a ART, em obras de saneamento, sobretudo em municípios pequenos e áreas rurais, onde a ausência de profissionais registrados costuma resultar em soluções mal dimensionadas e de vida útil curta”, conclui a especialista.

Universalização do saneamento esbarra em desigualdades regionais

O responsável pela prática, que segundo a fiscalização é reincidente, foi autuado e multado. O veículo utilizado no descarte também foi apreendido e encaminhado ao pátio da Central de Polícia, onde o caso seguirá para as providências cabíveis relacionadas às infrações cometidas contra o meio ambiente.

A atuação da fiscalização busca coibir práticas que provocam impactos diretamente na cidade. O descarte inadequado de resíduos pode contribuir para o entupimento de galerias, aumentar os riscos de alagamentos, favorecer a proliferação de doenças e causar danos ao meio ambiente, além de gerar custos adicionais para a manutenção e limpeza dos espaços públicos.

De acordo com a Sesuma, a Prefeitura vem adotando uma postura cada vez mais rigorosa diante de situações de descarte irregular. As equipes de fiscalização atuam na identificação e responsabilização dos infratores, especialmente em pontos onde há recorrência desse tipo de prática.

O secretário da Sesuma, Dorgival Vilar, a participação da população também é fundamental para auxiliar o trabalho de fiscalização: “Os Moradores que presenciarem o descarte irregular de lixo ou entulho podem realizar denúncias pelo WhatsApp (83) 99396-4356, enviando fotos, vídeos e a localização da ocorrência, ou por meio do aplicativo Campina com Você. A identidade do denunciante é preservada”, enfatizou.

A Prefeitura de Campina Grande destaca que manter a cidade limpa e preservar o meio ambiente é uma responsabilidade compartilhada. Quem insiste em realizar descarte irregular está sujeito às penalidades previstas na legislação.

Prefeitura intensifica fiscalização contra descarte irregular de lixo e efetua apreensões em Campina Grande

Após universalizar a cobertura de saneamento básico de Verdelândia, beneficiando mais de 7 mil moradores da área urbana do município, a Copasa concluiu no fim de julho as obras de melhoria do sistema de esgotamento sanitário. As intervenções visam gerar desenvolvimento socioeconômico e proporcionar melhorias na infraestrutura, na qualidade de vida e nas condições de saúde da população local.

Com o início da operação das últimas unidades do sistema, toda a estrutura projetada passou a funcionar integralmente, ampliando a cobertura dos serviços de coleta, transporte e tratamento de esgoto para os moradores.

De acordo com o engenheiro civil da Copasa Cláudio Dias, as obras realizadas em parceria com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) foram executadas em etapas ao longo dos últimos anos. As intervenções envolveram a construção de redes coletoras, cinco estações elevatórias de esgoto bruto e uma estação de tratamento de esgoto (ETE). Com a finalização da última fase das obras, todos os componentes passaram pelos testes operacionais e estão em pleno funcionamento.

“Ao longo da implantação do empreendimento foram investidos aproximadamente R$ 12 milhões em Verdelândia, reforçando o compromisso da Companhia com a universalização do saneamento básico e a melhoria da qualidade de vida da população”, ressaltou Cláudio.

O profissional explica ainda que, com a conclusão das obras, o sistema de esgotamento sanitário de Verdelândia passa a operar de forma integral, reafirmando o compromisso da Copasa em levar dignidade às comunidades do Estado por meio da expansão do saneamento.

“A ampliação da infraestrutura de esgotamento sanitário representa um importante avanço para a saúde pública, a preservação ambiental por meio da despoluição dos cursos d’água e o desenvolvimento socioeconômico do município”, concluiu o engenheiro.

Após universalizar saneamento, Copasa conclui obras de melhoria do esgotamento sanitário de Verdelândia

Com o fim das convenções partidárias em 5 de agosto, os partidos políticos e federações oficializaram a definição dos candidatos a presidente da República Federativa do Brasil nas eleições de 2026. Serão 13 candidatos presentes nas urnas eletrônicas em outubro.

O atual presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será candidato à reeleição à Presidência nas eleições 2026.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado por Lula nas eleições 2022, não será candidato a presidente nas eleições 2026, já que está preso para cumprir a pena de 27 anos e 3 meses pela tentativa de golpe de Estado e está inelegível. O escolhido para representar o legado bolsonarista nas eleições 2026 foi o senador Flávio Bolsonaro (PL), um dos filhos do ex-presidente.

Com a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nome preferido do mercado, teve de desistir de ser candidato à Presidência da República para buscar a reeleição em São Paulo.

Em março, Ratinho Júnior, que era cotado como um dos três possíveis candidatos à Presidência pelo PSD, desistiu da pré-candidatura e vai concluir o segundo mandato no governo do Paraná até dezembro de 2026. Logo depois, o PSD definiu Ronaldo Caiado (PSD) como o candidato a presidente da República pelo partido. 

Em maio, Ciro Gomes (PSDB) desistiu da pré-candidatura à presidência e concorrerá ao governo do estado do Ceará. No mesmo mês, o Democracia Cristã (DC) substituiu a pré-candidatura de Aldo Rebelo pelo ex-magistrado Joaquim Barbosa, que desistiu da disputa. A candidata à Presidência da República pelo partido será  Clariana Barão.

O primeiro turno das eleições 2026 será realizado no dia 4 de outubro. O segundo turno será em 25 de outubro, se necessário.

Confira a lista completa dos candidatos à Presidência em 2026
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Augusto Cury (Avante)
Clariana Barão (DC)
Edmilson Costa (PCB)
Flávio Bolsonaro (PL)
Hertz Dias (PSTU)
Leonardo Avalanche (PRTB)
Renan Santos (Missão)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Wilson Grassi (Democrata)
Saiba quem são os candidatos a presidente da República em 2026
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será candidato à reeleição como presidente da República em 2026 pelo PT. Lula nasceu em Caetés, na época um distrito de Garanhuns (PE), é ex-metalúrgico, governou o país de 2003 a 2010 e atualmente completa seu terceiro mandato (2023–2026). Em 2018, foi preso para fins de execução provisória da pena no processo do tríplex do Guarujá e foi impedido de disputar as eleições daquele ano com base na Lei da Ficha Limpa. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações de Lula por considerar que o então juiz Sergio Moro foi parcial. Posteriormente, os processos da Lava Jato contra ele prescreveram ou foram arquivados. Em 2022, Lula se candidatou à Presidência pela sexta vez e derrotou o ex-presidente Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição. Agora Lula será mais uma vez candidato à Presidência da República nas eleições 2026.

+JOTA: Quem são os candidatos a governador de São Paulo nas eleições 2026

Augusto Cury (Avante)
Augusto Jorge Cury, 67 anos, é natural de Colina (SP) e é psiquiatra, professor e escritor de livros de autoajuda. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e fez um doutorado internacional em 2013, pela Florida Christian University. É pós-graduado na PUC de São Paulo e professor de pós-graduação e conferencista em congressos nacionais e internacionais. É autor do livro O Vendedor de Sonhos, que ganhou uma adaptação para o cinema em 2016, dirigida por Jayme Monjardim. Augusto Cury, que foi durante muitos anos o escritor mais lido do Brasil, agora é candidato a presidente da República nas eleições 2026.

+JOTA: Quem são os candidatos ao governo do Rio de Janeiro nas eleições 2026

Clariana Barão (DC)
Clariana Barão é natural de Mato Grosso e é presidente do diretório estadual do Democracia Cristã no estado. Advogada, tem experiência em Direito Administrativo e gestão pública. Clariana Barão foi alçada candidata à Presidência da República nas eleições 2026, depois da desistência do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. 

Edmilson Costa (PCB)
Edmilson Costa é doutor em Economia pela Unicamp. Tem pós-doutorado pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Ao lançar Edmilson Costa como candidato à Presidência da República nas eleições 2026, o PCB afirmou que buscará a reverter as reformas trabalhista, previdenciária e do arcabouço fiscal. Além disso, defendem a extinção do Senado para que o parlamento seja unicameral; e mandatos por tempo definido para os tribunais regionais e superiores. A candidatura se diz contrária ao discurso neoliberal e neofascista.

Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Nantes Bolsonaro, 44 anos, é empresário, advogado e atual senador da República pelo Rio de Janeiro, filiado ao Partido Liberal (PL). É o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foi eleito para seu primeiro mandato como deputado estadual em 2002 e reelegeu-se em 2006, 2010 e, pela última vez, em 2014, para o mandato de 2015–2019. Nas eleições de 2016, disputou a Prefeitura do Rio e ficou em 4º lugar. Nas eleições de 2018, Flávio foi candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, então filiado ao Partido Social Liberal (PSL). No pleito, obteve 31,36% dos votos válidos e foi eleito. Agora Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência da República nas eleições 2026.

Hertz Dias (PSTU)
Hertz da Conceição Dias, 55 anos, é natural de São José de Ribamar, no Maranhão, historiador formado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e professor da educação básica da rede pública municipal e estadual. É cofundador do Movimento Hip Hop Quilombo Urbano, que existe desde 1989 e é uma das mais antigas organizações de Hip Hop do Brasil, e do Movimento Hip Hop Quilombo Brasil. Militante do PSTU desde 2010, em 2018 foi candidato a vice-presidente na chapa de Vera Lúcia Salgado. Agora, Hertz Dias é candidato a presidente da República nas eleições 2026.

Leonardo Avalanche (PRTB)
Nascido em Anápolis (GO), Leonardo Avalanche é bacharel em Direito e empresário. Avalanche tomou o controle do PRTB em 2024 em um processo turbulento que depois passou a ser alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O MPSP denunciou Avalanche à Justiça em janeiro de 2026 por fraude na eleição interna do partido em 2024. Segundo a denúncia do promotor de Justiça Eleitoral Renato Kim Barbosa, Avalanche, teria falsificado documentos e recrutado pessoas para enganar a Justiça Eleitoral, além de assediar a então vice-presidente do partido. Avalanche nunca concorreu a um cargo eletivo, mas ganhou seguidores no Instagram em 2024 ao apoiar a candidatura do ex-coach Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo. Agora Leonardo Avalanche é candidato a presidente da República nas eleições 2026.

Renan Santos (Missão)
Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, 41 anos, é natural de Vinhedo (SP). É empresário, músico e atual presidente do Partido Missão, aprovado pelo TSE em novembro de 2025. Foi filiado ao PSDB entre os anos 2010 e 2015. Em 2014, junto com Kim Kataguiri, Gabriel Calamari, Frederico Rauh, Alexandre Santos, Rafael Rizzo e Rubinho Nunes, fundou o Movimento Brasil Livre, a partir da comum insatisfação com a vitória de Dilma Rousseff na eleição presidencial daquele ano. Ele foi um dos responsáveis por articular o que ficou conhecido como “Comitê do Impeachment”, que levou à frente o processo de impeachment da então presidente Dilma. Agora Renan Santos é candidato à Presidência da República nas eleições 2026.

Romeu Zema (Novo)
Natural de Araxá, cidade do Triângulo Mineiro, Romeu Zema, 54 anos, é formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e empresário acionista do Grupo Zema desde 1991. Em 2016, Zema deixou o controle do grupo e, em 2018, filiou-se ao partido Novo para, no mesmo ano, disputar sua primeira eleição. Ele concorreu ao cargo de governador do estado de Minas Gerais e derrotou Antonio Anastasia, do PSDB, no segundo turno. Já em 2022, Zema venceu as eleições para governador do estado no primeiro turno, com 56,18% dos votos. Agora, Romeu Zema é candidato a presidente da República nas eleições 2026.

Ronaldo Caiado (PSD)
Nascido em Anápolis, Goiás, Ronaldo Caiado vem de uma das famílias mais tradicionais da política no estado. Antes de entrar para o meio político, Caiado se dedicou à medicina e, mais tarde, se tornou professor universitário. Pouco antes de oficializar a entrada na política, atuou também como produtor rural, o que foi determinante para, em 1985, fundar a União Democrática Ruralista (UDR). Em 1989, ele disputou a Presidência da República nas primeiras eleições diretas após a ditadura militar. Em 1990, foi eleito deputado federal por Goiás, iniciando uma trajetória de cinco mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados. Em 2014, foi eleito para o Senado Federal, onde ficou até 2018. Nas eleições gerais do mesmo ano, foi eleito governador de Goiás. Quatro anos depois, foi reeleito. Agora Ronaldo Caiado é candidato a presidente da República nas eleições 2026.

Rui Costa Pimenta (PCO)
Rui Costa Pimenta, 68 anos, é presidente do Partido da Causa Operária (PCO). Nascido em São Paulo (SP), iniciou a carreira política no movimento estudantil no final dos anos 1970. Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Expulso do PT em 1992, foi candidato nas eleições municipais à Prefeitura de São Paulo em 2000 e candidato à Presidência da República nas eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014. Também concorreu, em outras eleições, aos cargos de vereador em 1996 e deputado federal em 1998. Não foi eleito nenhuma das vezes. Rui Costa Pimenta é novamente candidato a presidente da República nas eleições 2026.

Samara Martins (UP)
Samara Martins, 38 anos, é dentista e vice-presidente nacional do partido Unidade Popular (UP). Atua no Movimento de Mulheres Olga Benário e é coordenadora nacional da Frente Negra Revolucionária. Em 2022, compôs a chapa à presidência ao lado de Leonardo Péricles, como candidata a vice-presidente do Brasil. Agora, Samara Martins é candidata à Presidência da República nas eleições 2026.

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Wilson Grassi (Democrata)
Wilson Grassi Júnior, 56 anos, é natural de São Paulo, e é médico veterinário. Em 2015, participou da criação do primeiro hospital público para cães e gatos de São Paulo, quando atuava como conselheiro da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais. Grassi disputará sua quarta eleição. Nas eleições de 2006, concorreu a deputado estadual em São Paulo pelo PFL com o nome de urna Wilson Veterinário, mas não foi eleito. Em 2022, foi candidato a deputado federal pelo Partido Verde, mas também não foi eleito. Nas eleições de 2024, concorreu a vereador da capital de São Paulo, e mais uma vez não teve sucesso. Agora Wilson Grassi Júnior é candidato à Presidência da República nas eleições 2026.

Quem são os candidatos a presidente da República do Brasil nas eleições 2026

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