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Tratamento de esgoto pode evitar emissão de 9,1 milhões de toneladas de CO₂ até 2050

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Governo do Estado e CASAN anunciam investimentos de R$ 71 milhões em obras para Pinhalzinho

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10, 11, 12, 13 e 14

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25, 26 e 27

Maio

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08::00 - 17:00

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01 ,02, 03

Junho

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08:30 - 17:30

São Paulo - SP

18, 19

Junho

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09:00 - 13:00

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A universalização do saneamento básico em São Paulo poderá evitar a emissão de até 9,1 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) até 2050. A estimativa faz parte de um estudo da MIT Technology Review, produzida a partir do exemplo da Sabesp, que expandiu investimentos após a desestatização feita pelo Governo de São Paulo. A instituição internacional analisa os impactos ambientais, sociais e econômicos da expansão dos serviços de água e esgoto no estado. 

O objetivo da gestão paulista é antecipar a universalização do saneamento de 2033 para 2029, com quase R$ 70 bilhões em investimentos até o fim da década. As metas do período de 2024 a 2026 já superam 87% para abastecimento de água, 77% para coleta de esgoto e 71% para tratamento.

A publicação da MIT Technology Review Brasil mostra que o saneamento também desempenha papel estratégico no enfrentamento das mudanças climáticas. Isso porque o esgoto não coletado ou lançado sem tratamento em rios e córregos gera emissões difusas de gases de efeito estufa. Com a ampliação da coleta e do tratamento, essas emissões passam a ser controladas e reduzidas por meio da adoção de tecnologias mais eficientes.

Segundo o estudo, a combinação entre a universalização dos serviços e a implementação de novas rotas tecnológicas nas estações de tratamento poderá reduzir em até 9,1 milhões de toneladas de CO₂e até 2050. Para efeito de comparação, as emissões anuais do município de São Paulo somaram 14,7 milhões de toneladas de CO₂e em 2024, segundo dados do Observatório do Clima.

Atualmente, os efluentes representam cerca de 88% das emissões de gases de efeito estufa associadas às operações da Sabesp. Por isso, a estratégia de descarbonização da companhia está diretamente ligada à expansão do tratamento de esgoto e à modernização das maiores estações da Região Metropolitana de São Paulo, como Barueri, ABC, São Miguel, Suzano e Parque Novo Mundo. Juntas, essas unidades concentram cerca de 60% das emissões relacionadas ao tratamento de esgoto.

Além da redução de até 9,1 milhões de toneladas de CO₂e até 2050, a Sabesp estima que já evitou 78,6 milhões de toneladas de CO₂ desde o início de suas atividades até 2022 e que esse total poderá chegar a 227 milhões de toneladas até 2050, em comparação com um cenário sem atuação da companhia. 

Tecnologia para acelerar uma meta histórica
A inovação aparece como condição para cumprir a meta de universalização até 2029, quatro anos antes do prazo nacional previsto pelo Marco Legal do Saneamento. Um dos exemplos é a adoção da tecnologia de lodo granular na ETE Parque Novo Mundo. A solução foi escolhida porque modelos tradicionais não seriam suficientes em custo ou prazo.

A medição inteligente também é apontada como uma frente estratégica. A Sabesp firmou contrato de mais de R$ 4 bilhões para desenvolver, ao longo do tempo, o maior parque de medição inteligente de água do mundo, voltado inicialmente a consumidores da cidade de São Paulo e de São José dos Campos. 

Impactos em emprego, renda e educação
O estudo “Impactos Socioeconômicos da Desestatização da Sabesp” estima que os investimentos da companhia terão influência direta no PIB brasileiro até 2060, gerando em torno de 4,6 milhões de empregos. 

O acesso ao saneamento também está associado ao aumento da renda da população. Dados reunidos pelo levantamento mostram que pessoas que vivem em áreas atendidas pelos serviços possuem rendimento médio de R$ 3.359, enquanto aquelas sem acesso registram renda média de R$ 2.103.

Na educação, os impactos também são significativos. Segundo a publicação, estudantes que vivem em domicílios com banheiro próprio apresentam melhor desempenho escolar e alcançam maior escolaridade média. Dados do Painel Saneamento Brasil mostram que alunos com acesso a saneamento têm, em média, 8,49 anos de estudo, ante 5,31 anos entre aqueles sem acesso aos serviços.

Saúde pública e economia para o Estado
A saúde é o impacto mais direto da universalização. Doenças como diarreia, leptospirose e dengue estão associadas à falta de saneamento e geram custos para o sistema público. A Organização Mundial da Saúde estima que, para cada US$ 1 investido em água e saneamento, há economia de US$ 4,3 em custos de saúde no mundo.

No caso do Rio Pinheiros, usado como exemplo de impacto mensurável, os benefícios sociais e econômicos da expansão do saneamento somaram cerca de R$ 25 bilhões, superando em quase R$ 8 bilhões os custos estimados no mesmo período. A experiência é apresentada como referência para o Integra Tietê, programa que busca acelerar a despoluição da bacia do Alto Tietê e ampliar a coleta e o tratamento de esgoto em escala metropolitana.

Tratamento de esgoto pode evitar emissão de 9,1 milhões de toneladas de CO₂ até 2050

O município de Pinhalzinho, no Oeste catarinense, vai receber nos próximos anos importantes obras no setor de abastecimento e esgotamento sanitário. A CASAN (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) anunciou nesta segunda-feira (22) um investimento de R$ 71 milhões durante evento com a presença do governador Jorginho Mello, do presidente da Companhia, Pedro Joel Horstmann, do prefeito, Alessandro Beltrame e demais autoridades. O valor será destinado à implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário e para ampliação do Sistema de Abastecimento de Água, com a construção de uma nova Estação de Tratamento, que também beneficiará os municípios vizinhos de Nova Erechim e Águas Frias.

“Santa Catarina cresce porque trabalha olhando para frente. Nosso papel é estar presente em cada município, independente do tamanho dele, ajudando os prefeitos a realizarem as obras que a nossa população espera. É assim que a gente faz um estado mais forte: investindo onde as pessoas vivem, trabalham e sonham construir seu futuro”, destacou o governador Jorginho Mello.

No setor de Esgotamento Sanitário, foi assinada a autorização da abertura de licitação para a implantação da primeira etapa do Sistema de Esgotamento Sanitário no valor de R$ 45 milhões, captados junto ao Banco Europeu de Investimento. As obras vão incluir uma Estação de Tratamento de Esgoto compacta de aço inoxidável e uma Estação Elevatória. O processo dentro da ETE terá a chamada tecnologia de tratamento terciário, que garante um efluente tratado com elevado grau de pureza.

Além das estações, as obras também contemplam o assentamento de 25,8 km de redes coletoras e 2,9 km de tubulação emissária. Nesta primeira etapa, serão atendidos parte do Centro e do Bairro Nova Divineia, atingindo 32% de cobertura na área urbana, beneficiando cerca de 6.500 habitantes. A previsão de execução das obras é de 39 meses.

Já no setor de abastecimento, foi assinada ordem de serviço para o início das obras de uma nova Estação de Tratamento de Água, que ampliará o Sistema de Abastecimento em 150% da sua capacidade de tratamento. O modelo utilizado segue o padrão instalado em Araquari e que está em andamento em Biguaçu, com tanques pré-fabricados em aço inoxidável e o chamado reuso da água de lavagem dos filtros, que reforça ainda mais a produção de água tratada.

Com a nova ETA de Pinhalzinho, aproximadamente 32,2 mil habitantes serão beneficiados, somando a população do município com a das cidades vizinhas de Nova Erechim e Águas Frias, que estarão integradas ao sistema. O investimento será de R$ 26 milhões, com recursos do Programa Eco Invest Brasil. A previsão de instalação é de 600 dias.

“Estamos investindo em infraestrutura essencial para acompanhar o crescimento de Pinhalzinho, planejadas para atender não apenas a demanda atual, mas também o crescimento futuro do município e da região. A nova ETA e o Sistema de Esgotamento Sanitário vão garantir mais segurança no abastecimento, proteção ao meio ambiente, saúde pública e qualidade de vida para milhares de moradores, consolidando o compromisso da CASAN com o desenvolvimento sustentável da região”, destaca o presidente da Companhia, Pedro Joel Horstmann.

Governo do Estado e CASAN anunciam investimentos de R$ 71 milhões em obras para Pinhalzinho

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo publicou nesta segunda-feira (22) a nova metodologia de monitoramento da segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). A atualização foi anunciada pelo Governo de São Paulo na última sexta-feira (19). O aperfeiçoamento estava previsto na deliberação do ano passado e considera as contribuições da consulta pública, as atualizações nas projeções hidrológicas e a experiência acumulada do primeiro ano de aplicação.

Entre as alterações está a criação de uma curva específica para monitorar o Cantareira. O sistema é estratégico, já que representa 50% da capacidade total de armazenamento do Sistema Integrado Metropolitano, e apresenta um comportamento diferente do restante do SIM. A inclusão dessa nova faixa amplia a capacidade de análise, oferecendo mais segurança e maior capacidade de antecipar tendências importantes no comportamento hidrológico.

“A gente percebeu que as chuvas no Cantareira foram diferentes do que em outros sistemas e abaixo da média. Dada a representatividade desse sistema, é importante dar um destaque sem prejuízo de também observá-lo dentro do Sistema Integrado Metropolitano. É mais uma ferramenta de robustecimento e também de garantir o equilíbrio entre os mananciais e a prestação dos serviços na ponta”, explicou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

As duas curvas de monitoramento serão analisadas juntas e caso indiquem faixas diferentes, prevalecerá a condição mais crítica, como medida de prudência para proteger o abastecimento e reforçar a segurança hídrica na região metropolitana do estado. 

Outro ponto de destaque é a adoção de uma base de dados mais ampla, que considera a série histórica do comportamento hidrológico dos últimos 15 anos – este período também contempla eventos climáticos relevantes, como El Niño e La Niña, inclusive diante da previsão de ocorrência desses fenômenos nos próximos meses. A medida permite analisar com mais precisão períodos secos, chuvosos e intermediários, tornando as projeções mais consistentes e alinhadas ao comportamento real do ciclo hidrológico. 

Além disso, houve alteração na forma de anúncio da faixa vigente, que passa a ser definida em reunião mensal do Comitê de Integração das Agências, com emissão de nota técnica no último dia do mês em análise. As faixas de atuação não foram alteradas, elas vão de 1 a 7 e estabelecem o Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA), a gestão de demanda noturna de 8, 10, 12, 14 e 16 horas, e o rodízio entre regiões, respectivamente. Em todas as faixas também há medidas previstas de comunicação e suporte à população. 

“Nós estamos aperfeiçoando a metodologia de forma a sempre focar em prevenção, em contingência, em melhoria constante e contínua da segurança hídrica e da resiliência hídrica do estado de São Paulo”, reforçou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Ela destacou a relevância da metodologia de gestão hídrica no estado de São Paulo, que foi fundamental para garantir a preservação do Sistema Integrado Metropolitano em 2025, ano com baixo volume de chuvas. “Nossas reuniões são semanais e ao longo de todo esse período temos analisado a situação hídrica continuamente, atuando sempre com base em prevenção e contingência”, disse ela. A GDN, uma das medidas adotadas para a preservação dos reservatórios desde 28 de agosto de 2025, economizou mais de 158 bilhões de litros, volume equivalente ao consumo mensal de aproximadamente 27,65 milhões de pessoas, mais que a população da Região Metropolitana.

Obras de resiliência 
Além do trabalho de gestão hídrica desenvolvido no âmbito do Comitê Integrado e do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas, sob gestão da Semil, o Governo de São Paulo apresentou durante a coletiva as obras de resiliência que vão trazer água nova para o Sistema e ampliar a segurança hídrica do Estado de São Paulo. 

Entre as entregas já realizadas até o fim de 2025 pela Sabesp, estão a Transferência Itapanhaú, com acréscimo de 2 mil litros por segundo de água bruta e investimento de R$ 161 milhões, e a Transferência Guaratuba, com aumento de 200 litros por segundo e aporte de R$ 10 milhões. Também estão sendo investidos R$ 525 milhões na implantação de 31 reservatórios em 24 centros de reservação da Região Metropolitana de São Paulo, aumentando em 202.500 metros cúbicos essa capacidade. Essas obras se somam a outras iniciativas já em operação que contribuem para ampliar a oferta hídrica, como as interligações entre sistemas produtores da Região Metropolitana de São Paulo, as ampliações realizadas nos sistemas Cantareira e Alto Tietê, além do Aquapolo, referência em reúso de água para fins industriais.

Até dezembro de 2026, estão previstos o tratamento por membrana na ETA Rio Grande, com ganho de 500 litros por segundo e investimento de R$ 95 milhões e o retrofit da ETA Baixo Cotia, com ampliação de mil litros por segundo e aporte de R$ 357 milhões. Para 2027 está programada a conclusão da Transposição Billings-Taiaçupeba, que adicionará 4 mil litros por segundo de água bruta, com investimento de R$ 1,4 bilhão. 

No programa de resiliência hídrica do Governo de São Paulo para todas as regiões, que soma mais de R$ 25 bilhões em investimentos, estão obras emblemáticas em andamento como as barragens Pedreira e Duas Pontes e o Sistema Adutor Regional (SAR) dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí e o desassoreamento e revitalização de 479 cursos d´água por meio do Programa Rios Vivos.

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O Centro de Treinamento da Águas de Camboriú se tornou palco de uma importante etapa de avaliação tecnológica para o setor de saneamento. Nesta semana, a unidade recebeu profissionais de diversas concessionárias do grupo Aegea para o processo de homologação de geofones, equipamentos utilizados na identificação de vazamentos ocultos nas redes de abastecimento de água.

A iniciativa reuniu especialistas, equipes operacionais e representantes de fornecedores de diferentes estados brasileiros com o objetivo de testar e avaliar tecnologias que poderão ser adotadas pelas concessionárias da Aegea em todo o país.

A escolha de Camboriú para sediar a homologação ocorreu devido à estrutura diferenciada do Centro de Treinamento, inaugurado recentemente e projetado para reproduzir situações reais enfrentadas pelas equipes de operação e manutenção dos sistemas de abastecimento.

Segundo o coordenador de Operações da Águas de Camboriú, Josias Enrik Garcia, o espaço oferece condições ideais para análises técnicas detalhadas.

“Conseguimos simular vazamentos ocultos que ocorrem no sistema de abastecimento e, assim, testar os equipamentos para identificar quais apresentam melhor desempenho em diferentes cenários operacionais. Avaliamos critérios como tecnologia, ergonomia e eficiência, contribuindo para a definição de equipamentos que poderão ser utilizados em concessionárias da Aegea em todo o Brasil”, explicou.

O encontro contou com a participação de profissionais de unidades da Aegea localizadas em estados como Rio Grande do Sul, São Paulo e Pará. Também participaram representantes de mais de sete empresas fornecedoras, que apresentaram cerca de 15 modelos de geofones para avaliação prática em campo.

O evento teve ainda a presença do encarregado Ronaldo Pereira da Costa, um dos idealizadores do Centro de Treinamento, que acompanhou os testes realizados pelas equipes técnicas.

Durante as atividades, os participantes avaliaram o desempenho dos equipamentos por meio de formulários específicos, considerando aspectos como precisão na localização de vazamentos, facilidade de operação, conforto no uso e aplicabilidade em diferentes tipos de rede.

Os geofones são considerados ferramentas essenciais para o controle de perdas nos sistemas de abastecimento. A tecnologia permite identificar vazamentos subterrâneos que não apresentam sinais visíveis na superfície, reduzindo desperdícios e agilizando os reparos.

A especialista em engenharia de controle ativo de vazamentos da Aegea, Evelyn Valadares, destacou a importância dos equipamentos para a eficiência operacional das concessionárias.

“Os geofones são utilizados para localizar vazamentos não visíveis. Por meio do método acústico, os operadores conseguem identificar ocorrências subterrâneas que não afloram no solo, permitindo uma atuação mais rápida, precisa e eficiente”, afirmou.

Além da avaliação técnica dos equipamentos, a homologação também promoveu a troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões do país.

Para o encarregado multifuncional da Águas de Bombinhas, Everton Manoel dos Santos, o encontro permitiu apresentar demandas reais das operações e conhecer novas soluções tecnológicas.

“É uma oportunidade importante para avaliarmos equipamentos de ponta e contribuir na escolha das soluções mais adequadas para cada realidade operacional”, destacou.

Já o agente de saneamento da Águas de Palhoça, Rogério Machado, ressaltou o aprendizado proporcionado pelo evento.

“Estamos conhecendo tecnologias que podem facilitar muito o trabalho das equipes em campo. Foi uma experiência extremamente positiva e enriquecedora”, comentou.

Ao final do processo, os resultados das avaliações servirão de base para futuras aquisições da Aegea, contribuindo para a padronização de equipamentos, redução de perdas de água e aumento da eficiência operacional nas concessionárias do grupo em todo o Brasil.

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