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Saneamento avança pouco e apenas 94 municípios se aproximam da universalização

Saneamento avança pouco e apenas 94 municípios se aproximam da universalização

07/07/26

Copasa conclui obras de tubulação de esgoto em Montes Claros

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El Niño: Como a crise hídrica impacta o saneamento no Brasil

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Alagoas: ARSAL estabelece novas diretrizes para universalização do saneamento

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Copasa conclui obras de tubulação de esgoto em Montes Claros

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Calendário

10, 11, 12, 13 e 14

Maio

O mega desafio trazido pela Nova Lei 14133/2021 de Licitações

09:00 - 13:00

Plataforma Zoom

25, 26 e 27

Maio

Curso presencial: MND: Introdução e Aprofundamento

08::00 - 17:00

Sede de AESabesp

01 ,02, 03

Junho

Curso presencial: Transientes Hidráulicos 2026

08:30 - 17:30

São Paulo - SP

18, 19

Junho

Curso Online de Fiscalização de Serviços em Saneamento

09:00 - 13:00

Plataforma Zoom

Eventos
Fórum Novo Saneamento 2026

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12 e 13 de maio de 2026

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25 a 29 de maio de 2026

Fenasan 2026

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SANEA Brasil 2026

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06 a 09 de dezembro de 2026

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de hipoclorito de sódio com uma solução ácida?

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Como efetuar o dimensionamento de calhas
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A menos de uma década do prazo estabelecido pelo marco legal do saneamento, a universalização dos serviços de água e esgoto ainda está distante para a maior parte dos municípios brasileiros. Levantamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) mostra que apenas 94 das 2.558 cidades avaliadas apresentam indicadores compatíveis com esse objetivo.

O estudo analisou cinco aspectos relacionados ao saneamento e à gestão de resíduos: cobertura de abastecimento de água, atendimento por rede coletora de esgoto, volume de esgoto tratado em relação à água consumida, coleta de lixo domiciliar e destinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos.

Com base nesses critérios, somente 3,67% dos municípios pesquisados alcançaram a classificação mais elevada do ranking, denominada "rumo à universalização".

Capitais e cidades mais bem colocadas
Entre as capitais, Curitiba lidera o levantamento e é a única a atingir pontuação suficiente para integrar a categoria máxima. No grupo dos municípios de grande porte, os melhores desempenhos foram registrados em Leme (SP), Balneário Camboriú (SC) e Santa Bárbara d'Oeste (SP).

O cenário é diferente em parte da região Norte. Belém (PA), Macapá (AP), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO) aparecem entre as capitais com pior desempenho no ranking, evidenciando que os avanços desde a aprovação do marco legal ainda foram limitados.

A Lei nº 14.026, sancionada em junho de 2020, estabeleceu metas de atendimento de 99% da população com abastecimento de água e de 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033.

Para o presidente nacional da Abes, Marcel Sanches, o cumprimento dessas metas exige uma visão mais ampla dos desafios do setor. "A universalização não será alcançada se o país olhar apenas para uma parte do problema", afirma.
  
Fonte: Brasil 61 - https://brasil61.com/n/saneamento-avanca-pouco-e-apenas-94-municipios-se-aproximam-da-universalizacao-bras2616658

Saneamento avança pouco e apenas 94 municípios se aproximam da universalização

A Copasa concluiu as obras de instalação do novo interceptor sanitário da rede coletora de esgoto, localizado à margem esquerda do córrego das Melancias, no bairro Esplanada, em Montes Claros, no Norte de Minas. A estrutura é responsável pela coleta e condução dos efluentes até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vieira.

As intervenções foram executadas para substituir a estrutura danificada pelas fortes chuvas que atingiram a cidade nos últimos anos, bem como aumentar a capacidade e a eficácia do sistema de esgotamento sanitário, a fim de atender à demanda de expansão urbana e prevenir a contaminação da Lagoa do Interlagos.

A conclusão dos serviços evita o extravasamento de efluentes em vias públicas e cursos d’água, como também a ocorrência de impactos ambientais, garantindo a melhoria das condições de saúde e o bem-estar da comunidade. A iniciativa também foi fundamental para eliminar riscos à população, uma vez que, ao longo do tempo, diversas edificações foram construídas sobre a faixa do antigo interceptor. 

Com investimentos da ordem de R$ 3,7 milhões, as obras incluíram a implantação de 508 metros de interceptor, 93 metros de redes coletoras e a padronização de ligações prediais. O projeto contemplou ainda a construção de 508 m³ de muro de contenção para estabilização do terreno e controle de erosões. Também foram executadas a interligação das redes coletoras e do novo interceptor à antiga estrutura.

Para o gerente da Unidade de Serviço de Expansão Norte, Raul César Durães, as intervenções promoveram a substituição total da estrutura danificada, que transporta um volume elevado de esgoto para tratamento, resultando em maior segurança operacional do sistema de esgotamento sanitário do município.

“A iniciativa evita a ocorrência de novos danos, extravasamentos de efluentes e impactos ao meio ambiente, com melhorias da saúde e qualidade de vida da população”, concluiu.

Uso indevido das redes coletoras

A Companhia alerta a população para os fatores que têm provocado danos ao sistema de esgotamento sanitário, tais como o lançamento indevido de lixo e de água das chuvas nas redes coletoras de esgoto. Grande parte dos imóveis de Montes Claros lança indevidamente água de chuva nos ramais de esgoto e redes coletoras, provocando extravasamento e refluxos, principalmente nas partes mais baixas da cidade, uma vez que as redes foram projetadas para receber exclusivamente esgoto. O lançamento de água pluvial na rede de esgotamento sanitário é proibido e passível de multa.

 De acordo com o gerente regional da Copasa em Montes Claros, Rômulo de Souza Lima, o interceptor de esgoto do córrego das Melancias é responsável por levar grandes volumes de esgoto coletado até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). O gestor explica que, quando esse volume é ampliado pela presença de águas pluviais, pode haver consequências, como a ruptura dos interceptores e o comprometimento dos processos de tratamento da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

“Diante disso, é imprescindível o apoio da população para o uso correto e consciente do sistema de esgotamento sanitário do município, não descartando resíduos sólidos e evitando o lançamento de águas das chuvas nos ramais de ligação de esgoto”, concluiu.

Copasa conclui obras de tubulação de esgoto em Montes Claros

O fenômeno climático de **El Niño** tem levado o setor de saneamento a uma corrida contra o tempo, intensificando preparativos para eventos climáticos adversos. Com a previsão de impactos severos, como escassez de chuvas no Norte e Nordeste e temperaturas elevadas no Sudeste, as concessionárias estão sendo forçadas a rever suas estratégias operacionais. Enquanto isso, a regulação se adapta para proteger a água potável e recursos críticos em um cenário que parece se tornar o novo normal.

A expectativa é que o El Niño traga não apenas períodos de seca intensa, mas também excessos de precipitação que podem sobrecarregar as estruturas urbanas, como os sistemas de drenagem. Essa dura realidade demanda investimentos significativos e inovadores em tecnologia e monitoramento, visando uma gestão mais eficaz dos recursos hidráulicos. Empresas como a Aegea já estão implementando modelos de inteligência artificial para prever cenários e mitigar riscos, mostrando que o setor está se movendo de forma proativa.

O sócio-diretor da Nottus, Alexandre Nascimento, afirma: “As empresas vão ter que utilizar muita inteligência para conseguir gerir um problema que veio para ficar.” A realidade atual traz à tona a possibilidade de crises hídricas semelhantes às enfrentadas em 2014 e 2015 em São Paulo, forçando uma resposta mais ágil e integrada dos governos e da iniciativa privada.

Como as empresas se preparam para o impacto do El Niño?
Concessionárias como a Sabesp se comprometeram a investir R$ **7,8 bilhões** na segurança hídrica entre **2025 e 2030**. Essa ação surge como resposta a lições amargas do passado e ao contexto atual que exige inovação e resiliência. O planejamento incluiu implantação de hidrômetros inteligentes e projetos para combater vazamentos, um passo decisivo no combate às perdas de água.

Além disso, a Iguá Saneamento vem desenvolvendo planos de segurança hídrica desde **2022**, integrando a adaptação climática em suas operações. Isso significa um acompanhamento em tempo real de variáveis como níveis de rios e vazões, buscando sempre antecipar eventos adversos.

Para quem está atento ao mercado, é fundamental compreender que a forma como essas empresas se adaptam ao El Niño poderá impactar diretamente a disponibilidade e a qualidade da água em suas comunidades, além da tarifa cobrada pelos serviços prestados.

Quais mudanças pertinentes surgem na regulação do setor?
O avanço regulatório ocorre de forma gradual, com contratos mais recentes já abordando explicitamente riscos climáticos. Segundo a advogada Ana Cândida, o contrato de privatização da Sabesp inclui cláusulas específicas para minimizar os impactos da escassez hídrica e extremos climáticos. Isso demonstra uma evolução em direção a uma gestão mais sustentável e proativa por parte das concessionárias.

As novas normas estão adequadas para um mundo onde secas e enchentes se tornam cada vez mais comuns. Com isso, a expectativa é que a infraestrutura do setor seja modernizada e que os serviços se tornem mais resilientes. Essa transformação é crucial não apenas para a sobrevivência das concessionárias, mas também para garantir o acesso à água em suas regiões de atuação.

Investidores devem estar atentos a estas mudanças, pois a regulação que busca adaptar a infraestrutura pode trazer ganhos significativos. As concessionárias que se adaptarem rapidamente podem, por exemplo, tornar-se as preferidas na hora das novas concessões ou privatizações.

Quais são os próximos passos para o setor de saneamento?
O futuro do setor de saneamento, à luz do El Niño, exige uma abordagem integrada que leve em conta as previsões climáticas e a gestão eficiente dos recursos hídricos. Cada vez mais, é evidente que a mudança climática não é uma questão apenas científica, mas um desafio estratégico para concessionárias e consumidores. A capacidade de adaptação se torna um diferencial competitivo no mercado.

Especialistas, como Marcos Antonio Lopez Barros da Sabesp, estão alertando para a necessidade de aceitar que a dinâmica climática mudou. Ele afirma: “Não considerar que hoje há alterações no clima em relação ao que tínhamos há 20 anos é fechar os olhos para os dados”. As empresas que se prepararem podem não apenas minimizar perdas, mas também transformar isso em uma vantagem competitiva.

Assim, as perspectivas de um setor mais resiliente e melhor preparado para desafios climáticos são tanto um objetivo quanto uma necessidade urgente. Os próximos anos serão críticos para consolidar uma gestão eficaz e sustentável dos recursos hídricos, beneficiando não apenas as empresas, mas toda a sociedade brasileira.

El Niño: Como a crise hídrica impacta o saneamento no Brasil

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (ARSAL) publicou uma nova resolução que estabelece diretrizes para a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em todo o estado.

A medida adapta a regulamentação estadual às normas de referência da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), criando parâmetros para que municípios e prestadores de serviços ampliem gradualmente o acesso da população ao saneamento.

Entre os principais pontos da resolução está a determinação de que os contratos de prestação dos serviços deverão prever metas progressivas de universalização e critérios para acompanhamento dos resultados.

A norma também estabelece que as metas deverão constar dos Planos Municipais ou Regionais de Saneamento Básico, permitindo que a ARSAL acompanhe a evolução dos indicadores em cada município regulado.

Segundo a agência, a resolução busca harmonizar as regras nacionais com os contratos já existentes, preservando a segurança jurídica e o equilíbrio econômico-financeiro das concessões.

A expectativa é que as novas diretrizes contribuam para ampliar o acesso da população aos serviços de água tratada e coleta de esgoto, considerados fundamentais para a saúde pública e para a qualidade de vida dos alagoanos.

Alagoas: ARSAL estabelece novas diretrizes para universalização do saneamento

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